Resumo
Mulheres que sofrem violência física e sexual têm maior chance de utilizar mais frequentemente os serviços de saúde. Entretanto, os profissionais de saúde não identificam a maioria dos casos, ou pelo menos não registram a violência em prontuário como parte do atendimento. O objetivo da presente pesquisa é descrever o conhecimento sobre a violência contra a mulher das discentes de medicina de uma instituição de ensino do Pará. Estudo observacional de corte transversal e caráter descritivo e analítico, onde os dados foram coletados por meio de um instrumento construído especialmente para este projeto, o qual foi aplicado em um único momento para cada participante. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Participaram 141 discentes, 50% possui idade até 20 anos, 56% responderam que a mulher não é bem tratada no país, 89% respondeu que a mulher não é tratada de forma igual ao homem. Logo, as participantes do presente estudo apresentam um grau de conhecimento relativamente elevado acerca desta temática, porém, boa parte das entrevistadas já presenciou uma cena de violência contra a mulher, o que mostra que, apesar das tentativas governamentais em mitigar essa problemática social, ela afeta diversos níveis da sociedade contemporânea.
