Resumo
Objetivo: Descrever as principais dificuldades para identificar o perfil epidemiológico dos pacientes com câncer do sistema hematopoiético, diagnosticados no Pará. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, de caráter descritivo e exploratório de casos diagnosticados com cânceres do sistema hematopoiético entre 2010 e 2019 nos hospitais do Pará que possuem cadastro na base de dados de Registros Hospitalares de Câncer. Foram selecionados casos analíticos, com idade igual ou superior a 20 anos. Resultados: Foram inseridos 1.299 pacientes com registro no IRHC. Entre esses pacientes, a maioria foi de idosos, do sexo masculino e diagnosticados com Leucemia Mieloide Crônica. Em relação à incompletude do sistema, as variáveis “razão para não tratar” e “histórico familiar de câncer” foram classificadas como muito ruins. Conclusão: O estudo realizou um levantamento epidemiológico crítico dos casos de câncer do sistema hematopoiético no Pará nos 10 anos anteriores à pandemia de Covid-19. A principal limitação foi a ausência de informações importantes para a determinação de um perfil sociocomportamental dos pacientes.
Referências
AMERICAN CANCER SOCIETY (ACS). Cancer Facts & Figures. Atlanta: American Cancer Society, 2019.
Disponível em: https ://www.cancer.org/content/dam/cancer-org/research/cancer-facts-and-statistics/annual-cancer-facts-and-figures/2019/cancer-facts-and-figures-2019.pdf. Acessado em: 10 de dezembro de 2023.
ARAÚJO LG, et al. Perfil Demográfico e Clínico de Casos de Neoplasias Hematológicas em Crianças e Adolescentes. Revista Brasileira de Cancerologia, 2022; 68(2): 242356.
AZEVEDO G, et al. Mortalidade por câncer nas capitais e no interior do Brasil: uma análise de quatro décadas. Revista de Saúde Pública, 2020; 54.
BARBOSA SFC, et al. Aspectos epidemiológicos dos casos de leucemia e linfomas em jovens e adultos atendidos em hospital de referência para câncer em Belém, Estado do Pará, Amazônia, Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, 2015; 6(3): 43–50.
BASTOS LBR, et al. Practices and challenges on coordinating the Brazilian Unified Health System. Revista de Saúde Pública, 2020; 54.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Registros Hospitalares de Câncer: Planejamento e Gestão. Rio de Janeiro: INCA; 2010. Disponível em: https ://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//registros-hospitalares-de-cancer-2010.pdf. Acessado em: 20 de dezembro de 2023.
BRASIL. Portaria MS/GM no 1.220, de 03 de junho de 2014. Brasília: 2014. Disponível em: https ://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=04/06/2014&jornal=1&pagina=91&totalArquivos=124. Acessado em: 10 de dezembro de 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2023 - 2025: Incidência de Câncer no Brasil. INCA: 2022. Disponível em: https ://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf. Acessado em: 20 de dezembro de 2023.
CURADO MP, et al. Epidemiology of multiple myeloma in 17 Latin American countries: an update. Cancer Medicine, 2018; 7(5): 2101–8.
DUTRA RA, et al. A importância do hemograma no diagnóstico precoce da leucemia. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2020; 12(7): 3529.
FERREIRA J, et al. Planejamento regional dos serviços de saúde: o que dizem os gestores? Saúde e Sociedade, 2018; 27: 1.
GOTTLIEB MGV, et al. Aspectos genéticos do envelhecimento e doenças associadas: uma complexa rede de interações entre genes e ambiente. Revista brasileira de geriatria e gerontologia, 2019; 10: 273 – 284.
GOUVEIA M, et al. Comparison of factors associated with leukemia and lymphoma mortality in Brazil. Cadernos de Saúde Pública, 2020; 36(8): 00077119.
HANNA TP, et al. Mortality due to cancer treatment delay: systematic review and meta-analysis. BMJ, 2020; 371.
HUNGRIA VTM, et al. Epidemiology of Hematologic Malignancies in Real-World Settings: Findings from the Hemato-Oncology Latin America Observational Registry Study. Journal of Global Oncology, 2019; (5): 1–19.
LANDIM IR, et al. Perfil epidemiológico de pacientes com Mieloma Múltiplo em região nordeste com base nos dados provenientes do DataSus nos últimos 7 anos. Brazilian Journal of Health Review, 2023; 6(6): 29894.
LEITE RB, et al. A influência da associação de tabaco e álcool no câncer bucal: revisão de literatura. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, 2021; 57.
LOPES LP, et al. Abordagens do tratamento da leucemia mieloide aguda: revisão integrativa Approaches to treatment of acute myeloid leukemia: integrative review. Brazilian Journal of Development, 2022; 8(2): 9586-9601.
LOPES-JÚNIOR LC, et al. Completeness and Consistency of Epidemiological Variables from Hospital-Based Cancer Registries in a Brazilian State. International Journal of Environmental Research and Public Health, 2022, 19(19): 12003.
LUZ CM, et al. Completeness of the Hospital Cancer Registry at a hospital in Florianópolis. ABCS Health Sci. 2017; 42(2).
MENDES MS, et al. Avaliação da completitude, consistência e não duplicidade dos dados de notificação da hanseníase no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, João Pessoa, Paraíba: estudo descritivo, 2001-2019. Epidemiol. Serv. Saúde, 2023; 32(2).
MOTA T. Guia das leucemias. Revista Online ABRALE, 2019. Disponível em: https ://revista.abrale.org.br/saude/2019/04/guia-das-leucemias/. Acessado em: 04 de Janeiro de 2024.
NOVY DM, et al. Distinguishing Features of Cancer Patients Who Smoke: Pain, Symptom Burden, and Risk for Opioid Misuse. The Journal of Pain, 2012; (11): 1058–67.
PINTO LF, et al. Sistemas Nacionais de Informação e levantamentos populacionais: algumas contribuições do Ministério da Saúde e do IBGE para a análise das capitais brasileiras nos últimos 30 anos. Ciência & Saúde Coletiva, 2018; 23(6): 1859-1870.
RAIMUNDO R, et al. Câncer de mama e covid-19: redução no diagnóstico e tratamento em uma Unidade Hospitalar de Pernambuco. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. 2023; 23.
ROLLIG C, et al. Does time from diagnosis to treatment affect the prognosis of patients with newly diagnosed acute myeloid leukemia? Blood, 2020; 136(7): 823–30.
OLIVEIRA AS, et al. Registros Hospitalares de Câncer em Pernambuco: da Gestão ao Registro. Revista Brasileira de Cancerologia, 2017; 63(1): 21–8.
PELISSARI MR. CNES como instrumento de gestão e sua importância no planejamento das ações em saúde. Revista de Saúde Pública do Paraná, 2019; 2(1): 159-165.
QUEIROZ TS, et al. Como homens idosos cuidam de sua própria saúde na atenção básica?. Revista Brasileira de Enfermagem, 2018; 71: 554-561.
