Google Acadêmico | Citações: 1937 | índice h: 18 | índice i10: 52
Análise do perfil epidemiológico da transmissão oral da doença de Chagas aguda no Pará entre os anos de 2015 a 2023
PDF

Palavras-chave

Doença de chagas
Transmissão oral
Contaminação alimentar

Como Citar

Análise do perfil epidemiológico da transmissão oral da doença de Chagas aguda no Pará entre os anos de 2015 a 2023. (2026). Revista Eletrônica Acervo Científico, 26, e22781. https://doi.org/10.25248/reac.e22781.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da Doença de Chagas aguda no estado do Pará no período de 2015 a 2023, considerando a predominância da transmissão oral e seus impactos na dinâmica de ocorrência da enfermidade. Métodos: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e retrospectiva baseada em análise de dados secundários provenientes do Sistema de informação de agravos e notificações (SINAN). Resultados: No período analisado (2015-2023), foram confirmados 2.297 casos de transmissão oral, representando 88,6% do total de casos de doença de Chagas aguda no estado. O perfil epidemiológico demonstrou predominância no sexo masculino (54,3%) e feminino (45,7%), com maior concentração de casos em adultos de 20 a 39 anos (34,4%) e 40 a 59 anos (24,7%). Os achados indicam que a transmissão oral, frequentemente associada ao consumo de alimentos regionais como açaí, apresenta maior potencial de gravidade clínica e está relacionada à ocorrência de surtos e rápida evolução dos casos. Observou-se também que o diagnóstico laboratorial continua sendo o principal critério de confirmação, embora a investigação clínico-epidemiológica desempenhe papel decisivo. Conclusão: O estudo reforça a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância, educação em saúde e estratégias de segurança alimentar, sendo a transmissão oral consolidada como principal forma de contágio no Pará

PDF

Referências

ARAS R, et al. Transmissão vetorial da doença de Chagas em Mulungu do Morro, Nordeste do Brasil. Rev. da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2003; 36(3).

BARROS MBH, et al. Investigation of two outbreaks of suspected oral transmission of acute Chagas disease in the Amazon region, Pará State, Brazil, in 2007, Trop Doct, 2009; 39(4).

BELTRÃO H, et al. Investigation of two outbreaks of suspected oral transmission of acute Chagas disease in the Amazon region, Para State, Brazil, in 2007. Tropical doctor, 2009; 39.

BRASIL. Doença de Chagas aguda: Aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento. Ministério Da Saúde. Guia de Consulta Rápida Para Profissionais de Saúde. Programa Nacional de Controle de Chagas. Secretaria de Vigilância Em Saúde, Ministério Da Saúde, 2015.

CARVALHO GLB, et al. Doença de Chagas: sua transmissão através do consumo de açaí. Acta de Ciências e Saúde, 2018; 1(1).

CAVALCANTI LPG, et al. Microepidemia de doença de Chagas aguda por transmissão oral no Ceará. Cad. Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, 2009; 17: 911-921.

COSTA M, et al. Doença de chagas: uma revisão bibliográfica. REFACER - Revista Eletrônica da Faculdade de Ceres, 2013; 2(1).

DIAS JCP, et al. II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas, 2015. Epidemiol Serv Saude. 2016; 25: 7-86.

DIAS JV, et al. Conhecimentos sobre Triatomíneos e sobre a Doença de Chagas em localidades com diferentes níveis de infestação vetorial. Ciênc. saúde colet, 2016; 21(7).

FERREIRA RTB, et al. Detection and genotyping of Trypanosoma cruzi from açai products commercialized in Rio de Janeiro and Pará, Brazil. Parasites and Vectors, 2018; 11(1).

GALVÃO C, et al. Vetores da doença de chagas no Brasil. Sociedade Brasileira de Zoologia, Curitiba, Zoologia: guias e manuais de identificação series, 2014; 5-9.

GARNELO L e PONTES AL. Saúde indígena: uma introdução ao tema. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, 2012.

NÓBREGA AA, et al. Oral transmission of chagas disease by consumption of Açaí palm fruit, Brazil. Emerg Infect Dis.Apr, 2009; 15(4).

PARENTE MF, et al. Cenário epidemiológico da Doença de Chagas no Estado do Pará, Brasil / Epidemiological scenario of Chagas Disease in the State of Pará, Brazil, Brazilian Journal of Health Review, 2020: 3(1).

ROQUE ALR, et al. Trypanosoma cruzi among wild and domestic mammals in diferent areas of the Abaetetuba municipality (Pará State, Brazil), an endemic Chagas disease transmission area, Veterinary parasitology, 2013, 193(1).

SANTANA RAG, et al. Oral transmission of Trypanosoma cruzi, Brazilian Amazon.Emerg Infect Dis, 2019; 25(1).

SANTOS VRC, et al. Acute Chagas disease in the state of Pará, Amazon region: is it increasing. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 2018; 113(5).

SOUZA DM. et al. Manual de Doença de Chagas. 2. ed. Belém, 2022. Disponível em: http ://www.saud e.pa.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/Manual-de-Doenca-deChagas2022.pdf. Acesso em: 04 set. 2025.

THEREZO BLP, et al. Perfil clínico e epidemiológico da Doença de Chagas Aguda no Estado do Pará entre 2012 e 2023. Revista Eletrônica Acervo Científico, 2025; 25.

VALENTE SAS, et al. Analysis of an acute Chagas disease outbreak in the Brazilian Amazon: human cases, triatomines, reservoir mammals and parasites, Trans R Soc Trop Med Hyg, 2009; 103(3).