Resumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da hanseníase no estado do Maranhão e na microrregião de Imperatriz, no período de 2018 a 2024, com ênfase na distribuição temporal dos casos, nas taxas de detecção segundo sexo e faixa etária, na distribuição municipal da microrregião e em marcadores clínico-operacionais ao diagnóstico. Métodos: Trata-se de estudo ecológico, descritivo e analítico, com base em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, disponibilizados no DATASUS/TabNet. Resultados: Observou-se manutenção de coeficientes elevados, com predomínio do sexo masculino, maior magnitude nas faixas etárias adultas e idosas, persistência de casos em menores de 15 anos, concentração regional em Imperatriz e Açailândia e predomínio de casos com mais de cinco lesões ao diagnóstico. Os achados são compatíveis com manutenção da cadeia de transmissão, heterogeneidade territorial e persistência de diagnóstico tardio, em consonância com a literatura nacional e internacional. Conclusão: A hanseníase segue como problema de saúde pública relevante no Maranhão e na microrregião de Imperatriz, exigindo fortalecimento da vigilância, ampliação do diagnóstico oportuno, exame de contatos e qualificação da atenção primária.
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