Resumo
Objetivo: Analisar os fatores que dificultam o tratamento da sífilis em gestantes no Brasil. Métodos: Revisão integrativa estruturada em seis etapas, com busca e seleção nas bases: BVS, LILACS, SciELO e PubMed. Utilizou-se descritores em português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos primários, sem restrição temporal ou de idioma. A extração de dados seguiu o protocolo do Joanna Briggs Institute, com análise fundamentada na síntese descritiva de dados. Resultados: Foram incluídos 16 estudos. A sífilis gestacional prevaleceu em mulheres jovens, pardas com indicadores de vulnerabilidade social. Apesar da alta cobertura do pré-natal, observam-se frequentes oportunidades perdidas de diagnóstico e tratamento tardio. A falha terapêutica foi frequente e agravada pela não adesão dos parceiros sexuais. Esse cenário resulta em altas taxas de transmissão e desfechos perinatais graves, como prematuridade e óbitos fetais, evidenciando a urgência de estratégias de educação continuada para as equipes de saúde. Considerações finais: A sífilis congênita no Brasil evidencia falhas na qualidade do pré-natal e exige a implementação de práticas avançadas de enfermagem e educação permanente, visando garantir o tratamento integral do binômio e de suas parcerias, além de fortalecer a vigilância epidemiológica nos diferentes dispositivos da rede de atenção.
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