Google Acadêmico | Citações: 1937 | índice h: 18 | índice i10: 52
Transplante pulmonar no Brasil: perfil epidemiológico e lista de espera, 2015-2024
PDF

Palavras-chave

Transplante pulmonar
Epidemiologia
Lista de espera
Sistema Único de Saúde

Como Citar

Transplante pulmonar no Brasil: perfil epidemiológico e lista de espera, 2015-2024. (2026). Revista Eletrônica Acervo Científico, 26, e24928. https://doi.org/10.25248/reac.e24928.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos transplantes pulmonares realizados no Brasil entre 2015 e 2024, considerando a relação entre lista de espera, realização dos procedimentos, distribuição regional e desafios relacionados à doação de órgãos. Métodos: Estudo epidemiológico, descritivo, quantitativo e retrospectivo, baseado em dados secundários de acesso público obtidos por meio do TabNet/DATASUS, Ministério da Saúde e Registro Brasileiro de Transplantes. Foram analisadas variáveis como número de transplantes realizados, pacientes em lista de espera, distribuição por sexo, faixa etária, localização geográfica e evolução temporal dos procedimentos. Resultados: Observou-se um número reduzido de transplantes pulmonares frente à demanda existente, com aproximadamente 260 pacientes em lista de espera. Verificou-se predominância do sexo masculino e maior concentração nas faixas etárias entre 35 e 64 anos. Houve concentração regional dos procedimentos, especialmente no estado de São Paulo. Em relação à análise temporal, identificaram-se oscilações ao longo dos anos, com maior produtividade entre 2017 e 2019 e redução significativa em 2020, seguida de recuperação parcial nos anos subsequentes. Conclusão: O transplante pulmonar no Brasil apresenta limitações relacionadas à baixa disponibilidade de órgãos, à recusa familiar e à desigualdade na distribuição dos serviços, evidenciando a necessidade de aprimoramento das estratégias de doação e da organização do sistema de saúde.

PDF

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema Nacional de Transplantes. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/snt. Acesso em: 14 mar. 2026.

CASTRO CCB. Aspectos técnicos da doação de pulmões no transplante pulmonar. Pulmão RJ: Doenças Pulmonares Avançadas e Transplante de Pulmão, 2025; 33(4).

COELHO GHF, BONELLA AE. Doação de órgãos e tecidos humanos: a transplantação na Espanha e no Brasil. Revista Bioética, 2019; 27(3): 419-429.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 2.173, de 23 de novembro de 2017. Diário Oficial da União, 2017.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução nº 1.480, de 21 de agosto de 1997. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/1997/1480. Acessado em: 19 de março de 2025.

FERNÁNDEZ-ALONSO V, et al. Experiência de famílias de doadores falecidos durante o processo de doação de órgãos: um estudo qualitativo. Acta Paulista de Enfermagem, 2022; 35.

FERREIRA GF, et al. Análise do Registro Brasileiro de Transplantes 2024. Brazilian Journal of Transplantation, 2025; 28(1).

FONTES A. Panorama atual do transplante de pulmão no Rio de Janeiro. Pulmão RJ: Doenças Pulmonares Avançadas e Transplante de Pulmão, 2025; 33(4).

GOMES CM. Incidência de infecções bacterianas e fúngicas no primeiro ano pós-transplante pulmonar. Trabalho de conclusão de residência – Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre-RS, 2025.

HIDALGO BRG, et al. Trends in organ- and tissue-specific donation refusals in São Paulo, Brazil. Transplantation Proceedings, 2025.

KAPOOR PM. Extracorporeal membrane oxygenation for lung transplantation. Journal of Cardiac Critical Care, 2022; 6(1): 1-6.

LIMA ACS e SENEM JV. O profissional enfermeiro no acolhimento e entrevista familiar para doação de órgãos e tecidos para transplante. Revista Thêma et Scientia, 2025; 15(1).

LOIVOS LPP, et al. Transplante de pulmão: indicações. Pulmão RJ: Doenças Pulmonares Avançadas e Transplante de Pulmão, 2025; 33(4).

MILLER F, et al. Pneumonia associada à ventilação mecânica (Tutorial 382). Sociedade Brasileira de Anestesiologia, 2018. Disponível em: https://www.sbahq.org/wp-content/uploads/2018/07/382_portugues.pdf. Acessado em: 20 de março de 2026.

OTONI RCG, CRUZ SAR. Conhecimento da equipe de enfermagem da unidade de transplante no reconhecimento da insuficiência respiratória. Espaço para a Saúde, 2023; 24.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde. Manual para notificação, diagnóstico de morte encefálica e manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos. Curitiba-PR: SESA, 2021. Disponível em: https://www.paranatransplantes.pr.gov.br/sites/transplantes/arquivos_restritos/files/documento/2021-05/manual_de_diagnostico_e_manutencao.pdf. Acessado em: 20 de março de 2026.

PESSOA JLE, et al. Avaliação das causas de recusa familiar à doação de órgãos e tecidos. Acta Paulista de Enfermagem, 2013; 26(4): 323-330.

PIMENTEL MRS, et al. Desempenho do enfermeiro no processo de doação e transplante de órgãos e tecidos. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(3): e6438.

SANTOS CM, et al. Percepções de enfermeiros e clientes sobre cuidados de enfermagem no transplante de rim. Acta Paulista de Enfermagem, 2015; 28(4): 337-343.

SANTOS PAR. Doação após morte circulatória e transplante de pulmão. Jornal Brasileiro de Pneumologia, 2022; 48(2).

TREVISSO P, et al. Biovigilância: qualidade e segurança no processo de doação e transplante de órgãos e tecidos. Revista SOBECC, 2020; 25(1): 1-2.