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Os limites entre a episiotomia de rotina e a violência obstétrica
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Palavras-chave

Episiotomia
Obstetrícia
Violência contra a mulher

Como Citar

Os limites entre a episiotomia de rotina e a violência obstétrica. (2020). Revista Eletrônica Acervo Científico, 13, e4696. https://doi.org/10.25248/reac.e4696.2020

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Resumo

Este artigo buscou realizar uma revisão a respeito de qual momento a episiotomia deixa de ser benéfica e se torna uma violência obstétrica. Sabe-se que durante o parto natural é necessário que ocorra uma expansão vaginal e cervical de forma lenta, permitindo, assim, a passagem do feto. Porém, muitas vezes, na justificativa de facilitar o nascimento e prevenir lesões perineais, as mulheres são submetidas a uma incisão cirúrgica na região do períneo, processo denominado episiotomia. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que o índice de realização dessa intervenção não ultrapasse 30%, todavia no Brasil esse número é superior ao proposto. Tal procedimento resulta em impactos negativos à mulher, tanto físicos quanto psicológicos, tais como incontinência urinária e fecal, dispareunia, sentimentos de vergonha e medo. Além disso, muitas gestantes não são informadas previamente sobre o procedimento a ser realizado, ou seja, seus direitos e autonomia são violados. Portanto, é necessário que as gestantes sejam informadas durante o pré-natal sobre as possíveis intervenções que possam ocorrer durante o processo de parto e, ademais, que os profissionais de saúde realizem a episiotomia apenas em casos seletivos, visando à humanização do parto.

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