Resumo
Objetivo: Investigar a relação entre esquema vacinal e gravidade da COVID-19, analisando manifestações clínicas e sequelas pós-infecção. Métodos: Estudo transversal não experimental com coleta de dados quantitativos e qualitativos, análise correlacional e fundamentação teórica baseada em literatura científica. Resultados: Analisados 118 participantes do Nordeste brasileiro com COVID-19 confirmada. Amostra predominantemente feminina (71,2%), adultos trabalhadores com hábitos saudáveis (76,3%) praticavam atividade física, baixo tabagismo (4,4%) e consumo moderado de álcool (39%). Clinicamente, 44% apresentavam comorbidades pré-existentes. Cobertura vacinal ampla (98,31%), com 50% desenvolvendo sequelas pós-COVID, distribuídas entre todos os perfis de vacinação, com maior frequência nos vacinados com Pfizer. Há, portanto, correlação direta entre esquema vacinal e gravidade. Participantes com 2-4 doses não desenvolveram formas graves, sendo estas mais prevalentes na primeira infecção versus reinfecções. Conclusão: A vacinação reduz a probabilidade de quadros graves e letalidade. Hesitação vacinal, amplificada por desinformação, representa risco à saúde pública, sendo o movimento antivacina fator causal para aumento de casos graves de COVID-19.
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