Resumo
Objetivo: Analisar o perfil sociodemográfico, clínico e a qualidade de vida dos pacientes com hanseníase em um hospital paraibano. Métodos: Pesquisa de caráter quantitativo em pacientes com hanseníase, utilizando-se questionário sociodemográfico, clínico e o instrumento WHOQOL-BREF para avaliação da qualidade de vida. Resultados: Participaram 32 pacientes, com idade média de 48,4 anos, predominantemente mulheres, pardas, com ensino fundamental incompleto e com baixa renda. Quanto ao perfil clínico, a maioria dos casos apresentaram a forma virchowiana e multibacilar, dentre os quais 51,7% apresentaram reação hansênica e 50% já haviam concluído o tratamento. De acordo com os escores, a qualidade de vida dos pacientes é dita como intermediária, onde o domínio das relações sociais e o psicológico contribuem para uma melhor qualidade de vida, enquanto o físico diminui. Conclusão: A maioria dos pacientes encontra-se em vulnerabilidade social e com formas clínicas multibacilares de hanseníase. A qualidade de vida é classificada como intermediária, com influência positiva dos domínios das relações sociais e psicológico. Diante disso, fica clara a necessidade de medidas de promoção em saúde para fortalecer o autocuidado e a autoestima, bem como a conscientização da família e da sociedade para um cuidado integral frente às dificuldades desses pacientes.
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