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A menopausa como fator de risco para o infarto agudo do miocárdio
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Palavras-chave

Menopausa
Infarto agudo do miocárdio
Doenças cardiovasculares

Como Citar

A menopausa como fator de risco para o infarto agudo do miocárdio. (2025). Revista Eletrônica Acervo Científico, 25, e22086. https://doi.org/10.25248/reac.e22086.2025

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Resumo

Objetivo: Analisar como as alterações hormonais e metabólicas associadas à menopausa influenciam a incidência e o prognóstico do infarto agudo do miocárdio em mulheres. Revisão bibliográfica:  As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de mortalidade mundial, sendo o infarto agudo do miocárdio uma das manifestações mais graves. Durante a fase reprodutiva, as mulheres apresentam proteção cardiovascular atribuída ao estrogênio, que atua na preservação da função endotelial, regulação do perfil lipídico e redução da inflamação. Com a chegada da menopausa, ocorre queda abrupta dos níveis hormonais, perda da proteção estrogênica e elevação significativa do risco cardiovascular, que se torna equiparável ao dos homens. Além disso, a menopausa associa-se a fatores clássicos como obesidade central, resistência à insulina, hipertensão arterial e dislipidemia aterogênica, os quais intensificam a vulnerabilidade ao infarto. Considerações finais: A terapia de reposição hormonal (TRH) apresenta papel ambíguo: quando iniciada precocemente, dentro da chamada “janela de oportunidade”, pode melhorar a função vascular, o perfil lipídico e reduzir o risco de eventos cardíacos; contudo, em uso tardio, associa-se ao aumento de tromboembolismo e acidente vascular cerebral. Dessa forma, a TRH deve ser indicada de forma individualizada e após avaliação criteriosa do risco cardiovascular.

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