Resumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da SG e SC no Brasil, considerando fatores regionais e a importância do diagnóstico e tratamento no pré-natal. Métodos: Estudo ecológico, com análise de dados secundários de 2014 a 2022, extraídos dos sistemas SINAN e SINASC (DATASUS), abrangendo as cinco macrorregiões do país. Utilizou-se a regressão de Prais-Winsten para avaliar tendências temporais e calcular a Variação Percentual Anual (VPA). Resultados: Os resultados apontam que entre 2014 e 2022, foram notificados no Brasil 497.313 casos de sífilis gestacional e 7.573 de sífilis congênita. Observou-se aumento das taxas de incidência em todas as macrorregiões, com crescimento mais acentuado nas regiões Nordeste e Norte. A tendência temporal indicou expansão do agravo e persistentes desafios no controle da transmissão vertical. A análise revela desigualdades na incidência de sífilis gestacional e congênita no Brasil, com destaque para Centro-Oeste e Nordeste. Conclusão: Dessa forma, é urgente alinhar políticas públicas regionais, ampliar serviços de saúde, fortalecer vigilância epidemiológica e promover ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
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