Google Acadêmico | Citações: 1937 | índice h: 18 | índice i10: 52
Risco materno associado à prematuridade em gestantes acompanhadas por gestão de caso
PDF

Palavras-chave

Recém-nascido prematuro
Fatores de risco
Cuidado pré-natal

Como Citar

Risco materno associado à prematuridade em gestantes acompanhadas por gestão de caso. (2026). Revista Eletrônica Acervo Científico, 26, e24170. https://doi.org/10.25248/reac.e24170.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Identificar os fatores de risco materno associados à prematuridade em gestantes acompanhadas por meio do modelo de gestão de casos de enfermagem. Métodos: Pesquisa clínica pragmática, quase-experimental, de braço único, realizada em um município do sul do Brasil. A intervenção consistiu na aplicação da gestão de casos a 91 gestantes, durante nove meses, entre 2019 e 2020. Os critérios de inclusão foram: apresentar diagnóstico de gravidez, idade gestacional inferior a 20 semanas, residentes no município e cadastradas no SISPRENATAL. A gestão de casos em enfermagem incluiu consultas de enfermagem e multiprofissional, ações educativas, visitas domiciliares e monitoramento telefônico. Os dados foram analisados comparativamente entre gestantes que evoluíram para partos pré-termo e aquelas com parto a termo, utilizando-se teste do qui-quadrado e cálculo do Risco Relativo. Pesquisa conduzida conforme Resolução n. 466/2012, com aprovação ética sob parecer nº 3.230.699. Resultados: Identificou-se uma taxa de 4,4% de partos prematuros. Na análise bivariada observou-se maior predisposição ao parto prematuro entre gestantes com escolaridade inferior a nove anos (p=0,001), tabagistas ou ex-tabagistas (p=0,028) e aquelas com gestação gemelar (p=0,001). Conclusão: A atuação contínua do enfermeiro na gestão de casos pode favorecer estágios gestacionais positivos e reduzir fatores de risco materno.

PDF

Referências

ABREU SHA, et al. Causas e Fatores de Risco para Partos Prematuros: Uma Revisão da Literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2024; 6(9): 507–515.

ALBERTON M, et al. Prevalência e tendência temporal da prematuridade no Brasil antes e durante a pandemia de COVID-19: uma análise de série histórica, 2011–2021. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2023; 32: e2022603.

AMORIM TS, BACKES MTS. Gestão do cuidado de enfermagem à puérperas e recém-nascidos na Atenção Primária à Saúde. Rev Rene, 2020; 21(1): 30.

ARTIGA DHA. Fatores de risco associados ao parto prematuro: estudo caso-controle. Dissertação (Mestrado em Enfermagem em Saúde Pública) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2022; 75 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Mortalidade infantil e fetal por causas evitáveis no Brasil é a menor em 28 anos. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/marco/mortalidade-infantil-e-fetal-por-causas-evitaveis-no-brasil-e-a-menor-em-28-anos. Acesso em: 27 maio 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 569, de 1º de junho de 2000. 2000. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2000/prt0569_01_06_2000_rep.html. Acesso em: 13 fev. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.459, de 24 de junho de 2011. 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1459_24_06_2011.html. Acesso em: 13 fev. 2026.

BUJA A, et al. Health and health service usage outcomes of case management for patients with long-term conditions: a review of reviews. Primary Health Care Research & Development, 2020; 21: e26.

CARVALHO FC, et al. Fatores de risco maternos mais prevalentes relacionados à ocorrência de partos prematuros: revisão de literatura. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, 2021; 36(1): 112–123.

CHERMONT AG, et al. Fatores de risco associados à prematuridade e baixo peso ao nascer nos extremos da vida reprodutiva em uma maternidade privada. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2020; (39): e2110.

CRUZ AAMB, et al. Fatores de natureza social associados ao risco de prematuridade em município paulista. Acta Paulista de Enfermagem, 2023; 36: eAPE00632.

ESPOSITO G, et al. The role of maternal age on the risk of preterm birth among singletons and multiples: a retrospective cohort study in Lombardy, Northern Italy. BMC Pregnancy and Childbirth, 2022; 22(1): 234.

HUDON C, et al. Case management programs for improving integrated care for frequent users of healthcare services: an implementation analysis. International Journal of Integrated Care, 2022; 22(1): 11.

JONES AM, et al. Smoking status and symptoms of depression during and after pregnancy among low-income women. Journal of Obstetric, Gynecologic & Neonatal Nursing, 2020; 49(4): 361–372.

MAIA AAA, et al. Fatores de risco da prematuridade: uma revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2022; 15(2): e9711.

MARTINELLI KG, et al. Prematuridade no Brasil entre 2012 e 2019: dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos. Revista Brasileira de Estudos de População, 2021; 38: e0173.

MELO ABO, et al. Atenção à saúde obstétrica em grupos vulneráveis: acesso a cuidados e disparidades de saúde. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2024; 6(8): 2562–2575.

NASCIMENTO BTS, et al. Associação de gravidez na adolescência e prematuridade. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2024; 6(1): 396–406.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde. Superintendência de Atenção à Saúde. Linha Guia Rede Mãe Paranaense. 2022. Disponível em: https://www.conims.pr.gov.br/arquivo_usu/documentos/alterados/sgsites-huner-20180205-113318.pdf.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde. Manual de Gestão de Caso. 2017. Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/manualgestaodecasopreliminar.pdf.

ROCHA BJ, et al. Hábito do tabagismo na gestação: uma revisão integrativa da literatura. Revista Científica de Enfermagem, 2025; 15(43): 68–77.

SCHIAVO RA, et al. Fatores materno-infantis associados ao desenvolvimento de bebês prematuros e a termo. Revista Psicologia e Saúde, 2021; 12(4): 141–157.

SELVIN S. Statistical Analysis of Epidemiologic Data. 3rd ed. Oxford: Oxford University Press, 2004; 346 p.

SILVA FTR, et al. Prevalência e fatores associados ao uso de drogas de abuso por gestantes. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 2020; 20: 1101–1107.

SOUZA MBC, et al. Uso de drogas ilícitas na gestação e suas consequências para o feto: revisão integrativa da literatura. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 2023; 9(3): 1349–1363.

SOUZA RF, et al. Gestação múltipla: desafios obstétricos e neonatais. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, 2024; 3(2): 255–263.

TINGLEFF T, et al. Different pathways for preterm birth between singleton and twin pregnancies: a population-based registry study of 481,176 nulliparous women. BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology, 2023; 130(4): 387–395.

WILSON DA, et al. The association of hypertensive disorders of pregnancy with infant mortality, preterm delivery, and small for gestational age. Healthcare, 2024; 12(5): 597.

WHO. Newborn mortality. 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/newborn-mortality. Acesso em: 04 jun. 2025.