Resumo
Este artigo buscou analisar a prevalência do uso de anfetaminas por universitários de medicina em uma instituição privada do estado de Sergipe. Trata-se de um recorte de um estudo transversal, descritivo, exploratório e de abordagem analítica quantitativa. A amostra adquirida foi de 281 estudantes de medicina do 1º ao 12º período da graduação. Para avaliação, foi aplicado um questionário específico construído especialmente para esta pesquisa com informações sobre a frequência e motivo do uso dessas substâncias psicoativas, sua relação com o rendimento acadêmico e possíveis transtornos psiquiátricos associados. Dos estudantes presentes nessa amostra, 13% relataram já ter consumido anfetamina em algum momento e que, 51,5% destes, fizeram uso nos últimos 3 meses para manutenção da atenção e vigília sendo que, a maioria referiu consumo diário (21,2%). O principal motivo foi a necessidade da melhora no desempenho acadêmico (72,7%). Dentro do perfil epidemiológico, o sexo masculino e os alunos com idade média de 24 anos foram aqueles com maior prevalência. Conclui-se então, que o consumo de anfetaminas teve uma alta prevalência entre a amostra de universitários do curso de medicina. Com este estudo, torna-se possível colocar o tema em evidência e incentivar novos trabalhos sobre o mesmo.
