Resumo
Objetivo: A dor é uma das principais queixas do pronto atendimento e torna-se um desafio por ser subjetiva e individual, infligida ou não por uma lesão tecidual. Assim, destaca-se a importância de descrever o tratamento multimodal do paciente adulto com dor aguda na emergência. Revisão bibliográfica: O manejo na terapia multimodal visa a combinação de diferentes classes farmacológicas, ou tratamentos não farmacológicos, esses não muito viáveis no atendimento emergencial. Quanto aos fármacos utilizados temos os anestésicos locais, AINEs e opioides que são os tradicionais, enquanto os anticonvulsivantes, agonistas alfa 2 adrenérgicos e os NMDA são os não tradicionais. Os medicamentos não tradicionais são utilizados como adjuvantes aos opioides ou potenciais substitutos, que visam justamente a melhor adequação da analgesia do paciente diminuindo as doses de opioides e seus efeitos colaterais. No entanto, o tratamento médico de emergência na analgesia é um ponto conflitante, quanto a sua dosagem e efeitos adversos. Considerações finais: O tratamento da dor é sempre individualizado, mas em uma perspectiva ampla as terapias multimodais são boas escolhas no tratamento da dor aguda, principalmente na diminuição da utilização de opioides. Entretanto, ainda é necessário um número maior de estudos para que o manejo seja melhor compreendido.
