Resumo
Objetivo: Entender o impacto das alterações venosas na pele em pessoas obesas. Revisão Bibliográfica: A obesidade altera o estado inflamatório de um indivíduo e aumenta o risco de desenvolvimento da insuficiência venosa crônica. A hiperpigmentação cutânea pode ser decorrente da insuficiência venosa crônica; os fatores de risco incluem obesidade, idade avançada, sedentarismo e trombose venosa. Os principais sintomas incluem inchaço nas pernas, dor, latejamento, queimação e formigamento. A pigmentação observada na dermatite de estase se deve ao depósito de hemossiderina e do pigmento de melanina na pele; a desregulação do metabolismo da melanina está relacionada a eventos flogísticos que ocorrem na derme. O diagnóstico é baseado no exame físico e as manifestações dermatológicas incluem pápulas e placas eritematosas, descamativas e descoloridas bilaterais na parte inferior das pernas. Em relação ao tratamento, é necessário tratar a causa subjacente. Considerações finais: O impacto multifatorial que a obesidade tem na fisiologia da pele e as diversas complicações patológicas servem para demonstrar os efeitos maléficos dessa condição. A compreensão do diagnóstico e tratamento é de extrema importância para evitar sua progressão e futuras comorbidades.
