Resumo
Objetivo: Descrever os riscos do uso de ansiolíticos e indutores do sono na população idosa. Revisão bibliográfica: A polifarmácia cresce cada vez mais dentro da população idosa, em vista disso, o próprio processo de envelhecimento natural gera alterações nas etapas de farmacocinética e farmacodinâmica dos fármacos trazendo, ao idoso, algumas reações adversas. Os medicamentos mais utilizados dentro dessa faixa etária são representados pela classe dos ansiolíticos e indutores do sono. O uso prolongado de benzodiazepínicos, cujo consumo alcança de 15% a 43% em adultos com idade de 65 anos ou mais, aumentam o risco de efeitos colaterais, tais como, dependência, sedação, comprometimento cognitivo e psicomotor e quedas. Já os indutores do sono representados, principalmente, pelos antidepressivos tricíclicos, podem gerar efeitos de sedação, hipotensão postural, constipação e demência nos idosos, devido a sua alta ação anticolinérgica. Considerações finais: Evidencia-se que medicamentos como, ansiolíticos e indutores do sono, devem ser prescritos com cautela pelos médicos, visando minimizar efeitos adversos que podem ser causados por esses fármacos quando utilizados a longo prazo.
