Resumo
Objetivo: Refletir sobre a reforma da educação superior no Brasil, com ênfase na expansão dos Institutos Federais de Educação e suas implicações para a democratização do ensino. Busca-se compreender os caminhos e limites desse processo de ampliação do acesso à educação pública. Revisão bibliográfica: A partir de uma abordagem qualitativa, foram analisados documentos oficiais, legislações e produções acadêmicas sobre o tema. Os dados revelam que, embora os Institutos Federais tenham contribuído para ampliar o acesso em regiões historicamente excluídas, essa expansão ocorreu sob a lógica de políticas neodesenvolvimentistas e orientações neoliberais, priorizando metas quantitativas em detrimento da qualiZdade educacional. Isso resultou em precarização das condições de trabalho, sobrecarga dos profissionais e fragilidades nas políticas de permanência estudantil. Considerações finais: Pode se considerar que é urgente repensar o modelo de crescimento adotado, reconhecendo os avanços obtidos, mas também enfrentando suas limitações. O artigo defende a construção de uma política educacional que vá além da inclusão formal, orientada por princípios de equidade, justiça social e formação crítica e integral dos estudantes.
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