Resumen
Objetivo: Analizar el potencial y los límites de una práctica interdisciplinaria basada en la construcción de una línea del tiempo a escala, integrando contenidos de Física, Matemáticas y Geografía en la Educación Secundaria. Relato de experiencia: Desarrollado con estudiantes del primer año de Educación Secundaria de una escuela privada en Santos/SP, el trabajo consistió en la construcción colectiva de una línea del tiempo a escala que representa aproximadamente 14 mil millones de años, desde el Big Bang hasta eventos históricos, con organización de los estudiantes en grupos y asignación de roles. La propuesta favoreció la articulación entre diferentes áreas del conocimiento y amplió la comprensión de las escalas temporales. Sin embargo, el aprendizaje ocurrió de forma desigual entre los estudiantes, evidenciando dificultades en la interpretación de proporciones, la articulación conceptual y la participación equitativa, además de la necesidad de mediación docente continua. Estos resultados indican que las prácticas interdisciplinarias no garantizan, por sí mismas, el aprendizaje significativo, dependiendo de condiciones pedagógicas específicas. Consideraciones finales: Se concluye que la propuesta presenta un potencial pedagógico relevante al integrar diferentes campos del conocimiento y favorecer la comprensión de conceptos abstractos. No obstante, su efectividad depende de factores como la planificación pedagógica, la organización del trabajo colaborativo y las condiciones institucionales, evidenciando la interdisciplinariedad como una práctica atravesada por tensiones, límites y posibilidades en el contexto escolar.
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