Resumo
Objetivo: Identificar na literatura a prevalência de sintomatologia de depressão pós-parto no Brasil e os fatores de risco associados, visando subsidiar ações preventivas e intervenções precoces. Métodos: Revisão integrativa da literatura conduzida nas bases PubMed, LILACS, BDENF, MEDLINE e SciELO, entre maio e junho de 2025, orientada pelo referencial de Whittemore e Knafl. Incluíram-se artigos publicados entre 2021 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra. Excluíram-se teses, dissertações, anais de congressos e estudos não relacionados ao objetivo. A amostra final foi composta por nove estudos. Resultados: A prevalência de depressão pós-parto variou de 19,7% a 60,3%, com média de 26,8% nos estudos realizados fora do contexto pandêmico, superior à taxa global de 17,2%. Os principais fatores de risco foram histórico de transtornos mentais, ausência de suporte social, baixo nível socioeconômico, baixa escolaridade, violência durante a gestação e gravidez não planejada. Estudos conduzidos durante a pandemia de Covid-19 apresentaram as maiores prevalências. Considerações finais: A revisão evidenciou elevada prevalência de sintomatologia de DPP no Brasil, reforçando a importância do rastreamento precoce na atenção primária à saúde. Como limitação, destaca-se a predominância de estudos transversais e a concentração das pesquisas nas regiões Sudeste e Sul do país.
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