Google Acadêmico | Citações: 1098 | índice h: 15 | índice i10: 38
Enfermeiro anestesista: uma possibilidade de especialização no Brasil
PDF

Palavras-chave

Enfermeira e anestesista
Enfermagem e anestesista
Atuação do enfermeiro anestesista

Como Citar

Enfermeiro anestesista: uma possibilidade de especialização no Brasil. (2024). Revista Eletrônica Acervo Enfermagem, 24, e16639. https://doi.org/10.25248/reaenf.e16639.2024

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar o processo de formação e atuação do enfermeiro anestesista nos países onde existe esta prática e analisar a implementação no brasil. Métodos: Pesquisa de revisão integrativa da literatura, sem recorte temporal. Foram selecionados 14 artigos, emergindo os eixos temáticos: Processo de formação; Área de atuação; Supervisão do trabalho; Processo de trabalho do enfermeiro anestesista. Resultados: O processo de formação em geral consiste em um período médio de 2 anos. O enfermeiro anestesista tem atuação em todas as áreas da anestesia, onde o anestesiologista tem atuação prioritária em cirurgias de grande e extra porte. Há uma predominância dos enfermeiros anestesista em áreas rurais, na qual tem uma escassez de médicos anestesiologistas. Na maioria dos países há necessidade de uma supervisão médica. O processo de trabalho varia entre os países. Estudos evidenciaram um padrão a ser seguido para unificar os enfermeiros anestesistas. Considerações finais: A formação do enfermeiro anestesista é em torno de 2 anos, atua principalmente em áreas rurais. Consideramos que a formação de enfermeiros anestesistas é possível em nosso país, sendo através da residência em enfermagem, possuindo o mesmo período de formação, sendo 2 anos, mas deve ser sustentada em padrões rígidos e protocolos bem definidos.

PDF

Referências

AVERLID G e HØGLUND JS. The operating room as a learning arena: Nurse anaesthetist and student nurse anaesthetist perceptions. Journal of Clinical Nursing, 2020; 29(9-10): 1673-1683.

CURI C e PENICHE ACG. Enfermeiro Anestesista: uma verticalização do enfermeiro perioperatório. Revista SOBECC, 2004; 9(3): 8-13.

DAI W, et al. Analysis of Manpower and Career Characteristics of Nurse Anesthetists in Taiwan: Results of a Cross-sectional Survey of 113 Institutes. Acta Anaesthesiologica Taiwanica, 2009; 47(4): 189-195.

DEXTER F, et al. Operating Room Anesthesia Subspecialization Is Not Associated with Significantly Greater Quality of Supervision of Anesthesia Residents and Nurse Anesthetists. Anesthesia & Analgesia, 2017; 124(4): 1253-1260.

DEXTER F, et al. Reliability and Validity of the Anesthesiologist Supervision Instrument When Certified Registered Nurse Anesthetists Provide Scores. Anesthesia & Analgesia, 2015; 120(1): 214-219.

FLAUZINO VHP, et al. Prática clínica do enfermeiro anestesista nos Estados Unidos da América. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. 2021; 14(5): 179-193.

FLYNN FM, et al. Educating for Excellence: A Cohort Study on Assessing Student Nurse Anesthetist Non-Technical Skills in Clinical Practice. AANA J. 2022; 90(1): 7-15.

HENRICHS BM, et al. Performance of Certified Registered Nurse Anesthetists and Anesthesiologists in a Simulation-Based Skills Assessment. Anesthesia & Analgesia, 2009; 108(1): 255-262.

HERION C, et al. Validating international Can MEDS based standards defining education and safe practice of nurse anesthetists. International Nursing Review, 2019; 66(3): 404-415.

INTERNATIONAL Federation of Nurse Anesthetists – IFNA, 2016. Disponível em: https ://ifna.site/about-ifna/. Acessado em: 13 de agosto de 2023.

KOKA R, et al. Anesthesia Practice and Perioperative Outcomes at Two Tertiary Care Hospitals in Freetown, Sierra Leone. Anesthesia & Analgesia, 2016; 123(1): 213-227.

LACERDA MR e COSTENARO RGS. Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde: Da teoria à prática. 1st ed. Porto Alegre: MORIÁ, 2016; 496.

LEMOS CS e POVEDA VB. Role of perioperative nursing in anesthesia: a national overview. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2022; 56: 20210465.

LEMOS CS. Assistência de enfermagem no procedimento anestésico: protocolo para segurança do paciente. 2015. Dissertação (mestrado em Enfermagem na Saúde do Adulto) – Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015; 128.

MEEUSEN V, et al. Composition of the anaesthesia team: a European survey. European Journal of Anaesthesiology, 2010; 27(9): 773-779.

OLIN K, et al. Mapping registered nurse anaesthetists’ intraoperative work: tasks, multitasking, interruptions and their causes, and interactions: a prospective observational study. BMJ Open, 2022; 12(1): 052283.

RODRIGUES NM, et al. Classificação anestésica do estado físico e mortalidade anestésico-cirúrgica em cães. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, 2018; 70(3): 704-712.

SANCLEMENTE‐DALMAU M, et al. Defining competencies for nurse anaesthetists: a delphi study. Journal Of Advanced Nursing, 2022, 78(11): 3696-3709.

SHUMWAY SH e DEL RISCO J. Uma comparação dos tipos de práticas de anestesia de enfermeiras. Revista ANANA, 2000; 68(5): 452-462.

UMUTES G, et al. Safe Anesthesia Care in Western Kenya. Anesthesia & Analgesia, 2019; 129(5): 1387-1393.