Resumo
A violência infantil é uma realidade crescente no Brasil se tornando um grave problema de saúde pública. A atenção primária se torna o ambiente ideal para o enfrentamento dessa temática devido o vínculo entre profissional e a comunidade, tendo o enfermeiro um papel fundamental para intervir no ciclo da violência e não permitir a sua perpetuação. Entretanto, nota-se que o enfermeiro não sabe o seu papel frente esta temática, se colocando muitas vezes como incapaz de intervir frente a esses casos, portanto o objetivo deste artigo é estudar o papel do enfermeiro frente a violência e vitimização infantil na atenção primária através de revisão bibliográfica. O estudo permitiu se evidenciar três principais papeis do enfermeiro frente a esses casos na atenção primária, sendo eles: identificação dos casos, notificação compulsória e prevenção e promoção. Contudo, se evidenciou que os profissionais enfrentam muitos limites e desafios se mostrando como os principais a ausência de formação e capacitação, medo e ausência de fluxograma de apoio. Assim, se concluindo a relevância da abordagem da temática nas grades curriculares do curso de enfermagem e a necessidade de uma rede de apoio organizada e articulada para enfrentamento destes casos.
