Resumo
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos acidentes por animais peçonhentos notificados no estado do Pará entre 2022 e 2026, analisando a distribuição dos casos segundo variáveis sociodemográficas, tempo de atendimento e região de saúde. Métodos: Estudo epidemiológico transversal, retrospectivo e quantitativo, com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram analisadas as variáveis sexo, escolaridade, faixa etária, tempo entre picada e atendimento e região de saúde de notificação. Resultados: No período, o Pará notificou 48.754 casos, com predomínio do sexo masculino (71,3%), faixa etária de 20 a 39 anos (36,2%) e baixa escolaridade. As regiões Baixo Amazonas (19,1%), Xingu (16,7%) e Metropolitana III (10,9%) concentraram 46,7% das notificações. A Metropolitana III apresentou tendência de aumento proporcional (9,6% para 12,0%), enquanto a maioria dos atendimentos (64,7%) ocorreu nas primeiras três horas, com crescimento dos atendimentos na primeira hora (30,3% para 38,1%). Conclusão: O estudo revelou a persistência dos acidentes como problema de saúde pública no Pará, com perfil ligado à exposição ocupacional masculina e concentração em regiões agroextrativistas, além da tendência de urbanização do risco na Metropolitana III. A melhora no tempo de atendimento contrasta com a elevada incompletude dos dados de escolaridade, limitando análises mais aprofundadas sobre determinantes sociais.
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