Abstract
Objetivo: Discutir a anosmia após um quadro infeccioso por Covid-19 e suas principais características e implicações na saúde humana. Revisão Bibliográfica: Como principais fatores de risco levantados pela presente revisão, tem-se a idade e o sexo, sendo a anosmia mais frequente em pacientes com idade de 40 a 50 anos e pacientes do sexo feminino. Além da perda do olfato, fica evidente a possibilidade de surgirem outras comorbidades, como modificações morfofuncionais do Sistema Nervoso Central (SNC). Apesar dos mecanismos por trás da anosmia pós Covid-19 ainda serem incertos, tem-se como causas mais prováveis aquelas relacionadas ao comprometimento de estruturas do neuroepitélio olfatório. O exposto demonstra também não haver comprovação de tratamento farmacológico isolado eficaz para a anosmia, contudo, dependendo da gravidade e persistência de cada caso, é possível utilizar terapias não farmacológicas na tentativa de reestimular o olfato, tendo estas eficácia comprovada. Considerações Finais: Apesar de uma variedade considerável de informações sobre o tema, é evidente a necessidade de mais estudos sobre o assunto em face de algumas lacunas a serem preenchidas. Contudo, o artigo conseguiu trazer uma discussão abrangente e complexa, contemplando os vários objetivos esperados.
