Resumo
Objetivo: Determinar o uso de metilfenidato por crianças e adolescentes diagnosticadas com TDAH, estabelecendo seus efeitos terapêuticos e potenciais efeitos adversos, assim como os critérios utilizados na decisão médica de prescrição do fármaco aos jovens. Métodos: Revisão integrativa da literature nas bases de dados Lilacs, Scielo e PubMed de estudos publicados entre o período de 2013 e 2022. Foram utilizados os descritores “Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade”, “Metilfenidato” e “TDAH”. Resultados: A amostra final foi composta por 14 artigos, os quais abordaram o benefício do fármaco principalmente nas funções cognitivas e diversos efeitos adversos, como insônia, ansiedade, cefaleia, supressão do crescimento, eventos gastrointestinais, cardiovasculares e sintomas psicóticos. Não foi evidenciada a existência de uma diretriz que auxilie a decisão de prescrição do fármaco Considerações finais: Os efeitos indesejados do metilfenidato foram bem estabelecidos e aprofundados nos estudos da amostra, enquanto os proveitos e repercussões nas interações sociais não receberam tal aprofundamento, podendo ser um empecilho para uma prescrição médica ética.
Referências
APS. MERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATON. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2014; 5: 948.
ANDRADE LDS, et al. Ritalina uma droga que ameaça a inteligência. Revista de medicina e saúde de Brasília, 2018; 7: 99-112.
ANDRADE PFS e VASCONCELOS MM. Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. Residência pediátrica, 2018; 8(1): 64-71.
BRANT LC e CARVALHO TRF. Metilfenidato: medicamento gadget da contemporaneidade. Interface comunicação, saúde, educação, 2012; 16(42): 623-636.
BUSARDÒ FP, et al. Da aplicação clínica ao aprimoramento cognitivo: o exemplo do metilfenidato. Current Neuropharmacology, 2016; 14(1): 17-27.
CARVALHO ASM, et al. História do TDAH - evolução. Research, society and development, 2023; 11(2): 1-7.
ÇEVIKASLAN A, et al. Efeitos do metilfenidato na altura, peso e parâmetros bioquímicos do sangue em meninos pré-púberes com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: um estudo prospectivo aberto. Scandinavian journal of child and adolescent psychiatry and psychology, 2021: 163-173.
CHA JY, et al. Associação entre agravamento de tiques e metilfenidato em jovens com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Psychiatry investigation, 2021: 818-824.
COELHO ACA. Metilfenidato: acesso pela internet, indicações e riscos à saúde. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Fármacia) - Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
CORKUM P, et al. Os efeitos da medicação estimulante de liberação prolongada no sono em crianças com TDAH. Jornal da academia canadense de psiquiatria infantil e adolescente, 2020; 29(1).
DAMASCENO MBB. Participação da neurotransmissão dopaminérgica no efeito hiperlocomotor do neuropeptídeo. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014.
ERGUR AT, et al. Metilfenidato e puberdade precoce central: um provável efeito colateral entre sete crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Psicofarmacologia clínica e neurociência, 2019; 17(3): 446-449.
ESPADAS M, et al. Efeitos secundários do metilfenidato na população infantil e juvenil. Revista neurologia, 2018; 66(5): 157-162.
FINTA ACN, et al. O uso de metilfenidato em crianças com tdah e sua repercussão: uma revisão literáriaria. Brazilian journal ps health review, 2021; 4(5): 22002-22013.
FROEHLICH TE, et al, Mediadores dos efeitos do metilfenidato no desempenho matemático em crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. J Dev Behav Pediatr, 2014; 35(2): 100-107.
GALVEZ-CONTRERAS AY, et al. Abordagens terapêuticas para o TDAH por estágio de desenvolvimento e apresentação clínica. International Journal of Research and Public Health, 2022; 19(8).
HOLMSKOV M, et al. Eventos adversos gastrointestinais durante o tratamento com metilfenidato de crianças e adolescentes com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: uma revisão sistemática com meta-análise e análise sequencial de ensaios clínicos randomizados. PLOS ONE.
JEAN-TRON MG, et al. Uso de metilfenidato no transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Boletim médico do hospital infantil do méxico, 2020; 77(1).
KONRAD-BINDL DS, et al. Mudanças de comportamento como efeitos colaterais no tratamento com metilfenidato: revisão da literatura. Neuropsychiatr Disease Treatment, 2016; 12: 2635-2647.
MARTINHAGO F. TDAH e Ritalina: neuronarrativas em uma comunidade virtual da rede social facebook. ABRASCO - associação brasileira de saúde coletiva, 2023; 23.
MIZUNO Y, et al. O metilfenidato remedia a dinâmica da rede cerebral aberrante em crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: um estudo controlado randomizado. Neuroimagem, 2022.
OMIDI N, et al. Efeitos do metilfenidato na pressão arterial, intervalo QT e débito cardíaco em crianças diagnosticadas com TDAH: um estudo de acompanhamento de três meses. IJC heart & vasculature, 2021.
PAN PY, et al. Cefaleia no TDAH como comorbidade e efeito colateral de medicamentos: uma revisão sistemática e meta-análise. Cambridge university press, 2021; 52(1).
RIBEIRO JP, et al. O metilfenidato funciona em crianças e adolescentes com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade? Pediatric reports, 2021.
SOUTULLO C e ÁLVAREZ-GÓMEZ MJ. Bases para la elección del tratamiento farmacológico en el trastorno por déficit de atención/hiperactividad. Revista de Neurologia, 2013; 56(1): 119-129.
VIZOTTO LP e FERRAZZA DA. A infância na berlinda: Sobre rotulações diagnósticas e a banalização da prescrição de psicofármacos. Estudos de psicologia, 2017: 214-224.
WILENS TE, et al. Melhorias clinicamente significativas no comprometimento funcional no início da manhã e no final da tarde/noite em crianças com TDAH tratadas com metilfenidato de liberação retardada e de liberação prolongada. Jornal de dirturbios de atenção, 2021; 26(5).
