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Febre reumática aguda e sua dificuldade diagnóstica
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Palavras-chave

Febre reumática
Cardiopatia reumática
Saúde pública

Como Citar

Febre reumática aguda e sua dificuldade diagnóstica. (2026). Revista Eletrônica Acervo Médico, 26, e23121. https://doi.org/10.25248/reamed.e23121.2026

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Resumo

Objetivo: Analisar a dificuldade diagnóstica da febre reumática aguda (FRA) e suas implicações como problema de saúde pública. Revisão bibliográfica: A FRA é uma doença inflamatória sistêmica desencadeada, geralmente, após uma faringotonsilite causada pelo Streptococcus β-hemolítico do grupo A. No Brasil ocorrem cerca de 10 milhões de casos de faringotonsilite por ano, com milhares de casos de FRA, dos quais uma parcela evolui com cardite e risco de desenvolver a cardiopatia reumática crônica. Estudos apontam aumento da mortalidade associado, em parte, ao diagnóstico tardio da doença. As dificuldades diagnósticas decorrem da ausência de sinais patognomônicos, da inexistência de exames laboratoriais específicos e de limitações no conhecimento das equipes de saúde. Embora o diagnóstico seja orientado pelos Critérios de Jones e por sua atualização em 2015, a interpretação clínica na prática cotidiana permanece desafiadora, favorecendo o subdiagnóstico e o manejo inadequado dos pacientes. Considerações finais: O subdiagnóstico da FRA pode resultar em complicações com repercussões individuais e coletivas. Torna-se fundamental o fortalecimento dos sistemas de saúde, a capacitação de profissionais e a ampliação do acesso a métodos diagnósticos adequados, visando à detecção precoce da FRA, à redução de complicações e à diminuição dos custos em saúde pública.

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