Resumo
Objetivo: Revisar as abordagens e os desafios no manejo obstétrico em casos de rotura uterina, incluindo os principais sinais e sintomas clínicos e métodos de diagnóstico precoce, prevenção e monitorização de gestantes com fatores de risco. Métodos: Revisão integrativa de literatura, com busca nas bases de dados PubMed e BVS, utilizando os descritores “uterine rupture", "dehiscence” e "management". Foram selecionados artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas inglês, portugues e francês. Resultados: A amostra final foi composta por 16 artigos. Observou-se que alterações no traçado da frequência cardíaca fetal constituem o principal achado para a detecção precoce, enquanto dor abdominal súbita, sangramento vaginal, sinal de Bandl-Frommel e achados ultrassonográficos complementam o quadro clínico. O manejo imediato da hemorragia deve ser realizado simultaneamente à intervenção cirúrgica, com atuação de equipe multiprofissional. Embora o ultrassom para avaliação do segmento uterino inferior apresente potencial como ferramenta de predição de deiscência e rotura, ainda não há consenso sobre parâmetros confiáveis, sendo necessária a realização de novos estudos. Considerações finais: A vigilância rigorosa, o reconhecimento precoce dos sinais clínicos e o manejo obstétrico estruturado são fundamentais para a redução da morbimortalidade materna e perinatal associada à rotura uterina.
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