Resumo
Objetivo: Analisar se o tempo de diagnóstico da Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) interfere na elegibilidade para a técnica e consequentemente leva a casos mais graves que não iriam sobreviver. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa de literatura, com abordagem qualitativa, cujas bases de dados consultadas foram LILACS e PubMed, com os descritores: "Congenital Diaphragmatic Hernia”, “Surgical treatment”, “Surgical procedure” e “Operative”, entre os anos de 2012 e 2018. Resultados e discussão: Identificaram-se 687 artigos e 12 artigos foram elegíveis para a análise. Observou-se, que cinco artigos relacionavam a idade de diagnóstico gestacional com a mortalidade e morbidade. Com os dados obtidos, foram encontrados que até o momento há disparidade entre os resultados sobre a técnica FETO e que a idade de diagnóstico é um fator preditivo isolado de prognóstico. Conclusão: A HDC diagnosticada no pré-natal, ainda permanece um desafio, pois, mesmo nos casos mais graves detectados precocemente, é necessário que o serviço tenha estrutura para realizar o atendimento adequado. Espera-se que este estudo possa contribuir para o campo de conhecimento da cirurgia pediátrica, abrindo caminhos para novas pesquisas.
