Resumo
Objetivo: Avaliar a vulnerabilidade clínico-funcional na cardiogeriatria prezando a implicação da polifarmácia segundo o Critério de Beers na funcionalidade do paciente idoso. Métodos: Estudo quantitativo, de corte transversal, realizado com a aplicação do questionário “Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional 20 (IVCF-20)” a ser respondido por pacientes cardiogeriátricos em uso de quatro ou mais medicamentos simultâneos. Resultados: 30% dos participantes cardiogeriátricos em uso de polifarmácia segundo o Critério de Beers são robustos perante o IVCF-20, 42% são moderados e 28% são de alta vulnerabilidade. Sendo que 40,58% dos participantes entre 60 e 75 anos são robustos, 42,86% dos participantes entre 75 e 84 anos têm vulnerabilidade clínico-funcional moderada e 83% dos participantes com 85 anos ou mais têm alta vulnerabilidade. O presente estudo mostrou também que a comparação entre os IVCF dos participantes provenientes de assistências médicas públicas ou privadas não foi relevante (p<0,05), assim como sexo feminino e masculino. Conclusão: O Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional-20 é um método de avaliação multidimensional de rápida e fácil aplicação que permite identificar os principais fatores que levam à fragilização da pessoa idosa, sendo que, o Critério de Beers contribui para essa redução de danos na funcionalidade da população cardiogeriátrica, através da polifarmácia apropriada.
Referências
ALVES NMC, DE CEBALLOS AGC. Polifarmácia em idosos do programa universidade aberta à terceira idade. Journal of Health & Biological Sciences, 2018; 6(4): 412-418.
AQUINO V. Congresso debate desafios para uso racional de medicamentos Agência Saúde/ Ministério da Saúde – Governo Federal, Brasil, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/congresso-debate-uso-racional-de-medicamentos. Acessado em: 1 de outubro de 2020.
ARAÚJO F, et al. A fragilidade no contexto da saúde. Autocuidado: Um Foco Central da Enfermagem, 2021; 27-42.
BARBOSA MPS. Multimorbidade, polifarmácia e autopercepção da saúde de idosos longevos. 2019. 54 f. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Gerontologia) – Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2019; 55p.
CÂNDIDO RCF. Desprescrição – reduzindo a polifarmácia e prevenindo erros de medicação. Instituto para práticas seguras no uso de medicamentos (ISMP Brasil), Belo Horizonte-MG, 2018. Disponível em: https://www.ismp-brasil.org/site/noticia/desprescricao-reduzindo-a-polifarmacia-e-prevenindo- erros-de-medicacao/. Acessado em: 1 de março de 2021.
CHACHAMOVICH E. Qualidade de vida em idosos desenvolvimento e aplicação do módulo WHOQOL-OLD e teste do desempenho do instrumento WHOQOL-BREF em uma população idosa brasileira. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Psiquiatria) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005; 154p.
COMELATO C, SERRANO PG. Atualização dos critérios de Beers AGS 2019, para medicações potencialmente inapropriadas em idosos. São Paulo (SP): HCFMUSP, 2019. Disponível em: https://www.sbgg-sp.com.br/atualizacao-dos-criterios-de-beers-ags-2019-para-medicacoes-potencialmente-inapropriadas-em-idosos/. Acessado em: 1 de novembro de 2020.
CONASS. OMS lança esforço global para reduzir pela metade os erros relacionados à medicação em cinco anos. Brasília-DF, 2017. Disponível em: https://www.conass.org.br/oms-lanca-esforco-global- para-reduzir-pela-metade-os-erros-relacionados-medicacao-em-cinco-anos/. Acessado em: 1 de outubro de 2020.
DE RESENDE ACGD, et al. Avaliação do uso de medicamentos em idosos de acordo com o critério de Beers. Rev Med Minas Gerais, 2017; 27(1): 30-36.
DE OLIVEIRA HSB, et al. Utilização dos critérios de Beers para avaliação das prescrições em idosos portadores de doenças crônicas vinculados a um plano de saúde. Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano, 2017; 14(3).
FEDOCE AG, et al. Análise do perfil medicamentoso de idosos polimedicados no município de Sinop - MT. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(2): e5863.
FREITAS FFQ, SOARES SM. Índice de vulnerabilidade clínico-funcional e as dimensões da funcionalidade em idosos. Rev Rene, 2019; 20: e39746.
GONTIJO APS, et al. Declínio cognitivo e uso de medicamentos na população de idosos institucionalizados de uma cidade do interior de Minas Gerais, Brasil. Cadernos Saúde Coletiva, 2022; 30(2).
MAINARDES VC, et al. A polifarmácia em idosos de uma instituição de longa permanência. Revista Valore, 2021; 7: e-7027.
MARQUES JD, et al. Análise do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 dos idosos usuários do sistema único de saúde. Rev. Soc. Bras. Clín. Méd, 2020; 206-213.
MOLOKHIA M, et al. Perspectivas atuais e futuras sobre o manejo da polifarmácia. Family Practice, 2017; 18(1): 1-9.
MUNIZ TR, et al. Fatores associados e prevalência de medicamentos prescritos para idosos institucionalizados do extremo norte do Brasil. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(5): e7110.
NASCIMENTO MMG, et al. Polifarmácia: Quando muito é demais? Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP Brasil), 2018; 7: 3. Disponível em: https://www.ismp-brasil.org/site/wp-content/uploads/2018/12/BOLETIM-ISMP- NOVEMBRO.pdf. Acessado em: 1 de outubro de 2020.
NASCIMENTO RCRM, et al. Polifarmácia: uma realidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde. Revista de Saúde Pública, 2017; 51.
NEVES JMS, et al. Consequências da polifarmácia em pacientes idosos hipertensos: uma revisão. Campina Grande, 2019; 20.
PEREIRA KG, et al. Polifarmácia em idosos: um estudo de base populacional. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2017; 20: 335-344.
RANKIN A, et al. Intervenções para melhorar o uso adequado da polifarmácia para idosos. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2018; 9.
RODRIGUES AP, LOPES KFAL. Redução de danos em idosos devido a polifarmácia: uma proposta de intervenção. UFPI/UNA – SUS, 2019. Disponível em: https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/15409/1/ANDREIA%20PEREIRA%201.pdf. Acessado em: 1 de outubro de 2020.
RODRIGUES GF, et al. Riscos associados ao uso de fármacos psicoativos na população idosa. Revista Eletrônica Acervo Científico, 2021; 37: e8826.
RÔLA CVS, et al. Instrumentos de avaliação da qualidade de vida de pessoas jovens e idosas: um estudo de revisão sistemática. Revista de psicologia, 2018; 12(42): 111-120.
ROMSKAUG R, et al. Efeito de Avaliações Geriátricas Clínicas e Revisões de Medicamentos Colaborativos por Geriatra e Médico de Família para melhorar a qualidade devida relacionada à saúde em pacientes idosos que recebem polifarmácia: Um ensaio clínico randomizado de cluster. JAMA internal medicine, 2020; 180(2): 181-189.
RUSCIN JM, LINNEBUR SA. Medicamentos e envelhecimento. Merck & Co, Inc., Rahway, NJ, EUA, 2018. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/quest%C3%B5es-sobre-a-sa%C3%BAde-de- pessoas-idosas/medicamentos-e-envelhecimento/medicamentos-e-envelhecimento. Acessado em: 2 de novembro de 2020.
SALES AS, et al. Perfil farmacoterapêutico e fatores associados à polifarmácia entre idosos de Aiquara, Bahia, em 2014. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2017; 26: 121-132.
SERRA J. PORTARIA Nº 3.916, DE 30 DE OUTUBRO DE 1998. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Brasil. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt3916_30_10_1998.html. Acessado em: 10 de outubro de 2020.
SILVA ACA, et al. Assistência farmacêutica em casos de polifarmácia entre a população idosa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2019; Vol. Sup. 28: e999.
SOARES DB, et al. Desafio global de segurança do paciente – medicação sem danos. Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP Brasil). Belo Horizonte-MG, 2018; 7(1).
STEFANO ICA, et al. Uso de medicamentos por idosos: análise da prescrição, dispensação e utilização num município de porte médio do estado de São Paulo. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2017; 20: 679-690.
TORRES AP, et al. Efetividade de uma intervenção para melhorar a prescrição de medicamentos em pacientes com multimorbidade e polifarmácia: protocolo de estudo de um ensaio clínico randomizado de cluster (projeto Multi-PAP). Implementation Science, Reino Unido, 2017; 12(1): 1-10.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. The World Health Organization quality of life assesment (WHOQOL–OLD). Position paper from the word The World Health Organization, 2005; 41(10): 1403-1049.
