Resumo
Objetivo: Analisar aspectos epidemiológicos e clínicos dos acidentes por animais peçonhentos na população de zero a 19 anos ocorridos no Brasil nos anos de 2009 a 2021. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e retrospectivo, utilizando dados e notificações disponíveis no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), envolvendo acidentes por animais peçonhentos no Brasil, com foco na categoria “crianças” e "adolescentes”. Resultados: As variáveis mais evidentes foram: faixa etária de 10 a 19 anos (54,52%), sexo masculino (56,0%) raça parda (46,45%) e branca (31,99%) e zona de acometimento urbana (57,31%). As vítimas em geral demonstram ser atendidas em andamento hábil, corroborando para as altas taxas de cura (91,29%), contabilizando 947 óbitos e baixos índices de complicações locais e sistêmicas. Conclusão: Conforme o observado na literatura e constatado nos bancos de dados SINAN, o aumento do número de acidentes envolvendo animais peçonhentos é perceptível em regiões de predominância urbana, como a região sudeste e sul, envolvendo geralmente ofidismo e escorpionismo. Tal fato se vale das mudanças climáticas recentes, aumento da urbanização e a consequente aproximação domiciliar aos habitats dessas criaturas.
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