Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Música, cultura e arte: percepção dos usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) sobre uma oficina terapêutica
PDF

Palavras-chave

Saúde Mental
Música
Reabilitação Psiquiátrica

Como Citar

Música, cultura e arte: percepção dos usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) sobre uma oficina terapêutica. (2023). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 23(4), e11974. https://doi.org/10.25248/reas.e11974.2023

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Identificar se para os usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) a oficina de música é considerada como dispositivo de cuidado à saúde mental. Métodos: Trata-se de uma pesquisa exploratória de campo de cunho qualitativo, que se desenvolveu obedecendo às seguintes etapas: coleta de dados através da aplicação de entrevistas narrativas com usuários de um CAPS e análise dos dados coletados com base na hermenêutica da profundidade. Resultados: Foi possível observar a importância de uma terapêutica que trabalha a arte, cultura e música na qual os usuários são os protagonistas, destacando a criação de vínculos por meio da convivência e reabilitação social, que podem ser observados na maneira em que a experiência do grupo reverbera no cotidiano das relações pessoais dos participantes. Conclusão: A pesquisa contribui para a melhora do entendimento acerca do papel de uma oficina de música como instrumento terapêutico nos serviços substitutivos de saúde mental. O estudo possui limitações com relação a amostra ter sido pequena e analisada em um contexto regional.

PDF

Referências

ALVES AAM e RODRIGUES NFR. Determinantes sociais e económicos da Saúde Mental. Revista Portuguesa de Saúde Pública, 2010; 28(2).

ANHAS DM e CASTRO-SILVA CR. Potência de ação da juventude em uma comunidade periférica: enfrentamentos e desafios. Ciência & Saúde Coletiva, 2018; 23(9).

AMARANTE P. Saúde Mental e Atenção Psicossocial. 2nd ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007; 123p.

AMARANTE P e TORRE EHG. “De volta à cidade, sr. cidadão!” - reforma psiquiátrica e participação social: do isolamento institucional ao movimento antimanicomial. Revista de Administração Pública, 2018; 52(6).

BRASIL. Lei nº 10.216, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. 2001. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm. Acessado em 03 de junho de 2022.

BRASIL. Portaria Nº 366. 2022. Disponível em: https: bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002 /prt0336_19_02_2002.html. Acessado em 03 de junho de 2022.

BATISTA EC e FERREIRA D. A música como instrumento de reinserção social na saúde mental: um relato de experiência. Revista Psicologia em Foco, 2015; 7(2).

BERGOLD LB. O lugar da música no espaço do cuidado terapêutico: sensibilizando enfermeiros com a dinâmica musical. Revista Texto Contexto Enfermagem, 2006; 15(2).

CARVALHO MAC. Saúde Mental, Criatividade e Música: uma narrativa sobre o Maluco Voador. Monografia (Psicologia) - Faculdade de Psicologia do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, Distrito Federal, Brasília, 2018; 61 p.

CRESWELL JW e CLARK VLP. Designing and Conducting Mixed Methods Research. Revista Sage Organizational Research Methods, 2007; 12(4).

CARDOSO LN e CUNHA RR DOS S. Trocas Afetivas e Psicossociais em Musicoterapia: grupos no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas. Revista InCantare, 2014; 7(2).

CARDOSO TM. A QUE(M) SERVE A MÚSICA NA REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA? Linhas de audibilidade nas práticas musicais da Saúde Mental Coletiva. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Faculdade de Ciências e Letras de Assis. Universidade Estadual Paulista de São Paulo, São Paulo, 2013; 184 p.

MUYLAERT CJ, et al. Narrative interviews: an important resource in qualitative research. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2014; 48(1).

ONOCKO CAMPOS RT e FURTADO JP. Narrativas: utilização na pesquisa qualitativa em saúde. Revista de Saúde Pública, 2008; 42(6).

RAUTER C. Oficinas para quê? Uma proposta ético-estético-política para oficinas terapêuticas. In: AMARANTE P (org) Ensaios: subjetividade, saúde mental, sociedade. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000; p. 267-277.

RESENDE TIM. Sofrimento psíquico e convivência. Revista Ecos, 2019; 9(2).

SARACENO B. Reabilitação psicossocial: uma estratégia para a passagem do milênio. In PITTA, A (org) Reabilitação psicossocial no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1996; p. 13-18.

SALLES RRCA e MIRANDA L. Desvincular-se do manicômio, apropriar-se da vida: Persistentes desafios da desinstitucionalização. Psicologia & Sociedade, 2016; 28 (2).

THOMPSON JB. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Rio de Janeiro: Vozes, 1995; 427p.

VERONESE MV e GUARESCHI PA. Hermenêutica de Profundidade na pesquisa social. Ciências Sociais Unisinos, 2006; 42(2).

VECHI GL, et al. Inserção social pelo trabalho para pessoas com transtorno mental: uma análise de produção científica. Revista Psicologia Saúde, 2017; 9(1).