Resumo
Objetivo: Entender e conhecer a autopercepção do atendimento em saúde pela população transgênero, no intuito de refletir ações prestadas pelos profissionais de saúde. Métodos: Estudo quantitativo transversal realizado através de um formulário criado pelas autoras, disponibilizado na plataforma do Google Forms e que aceitaram a sua participação através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) com a utilização de gráficos gerados pelo GraphPad Prism 10.5. Resultados: Participaram 34 indivíduos transgêneros, na maioria moradores do Estado de São Paulo, somente 70,5% já começaram o Processo Transexualizador, porém somente 33,3% referem ter recebido orientações da equipe. 78,1% afirmam ainda sofre com preconceitos ligados ao atendimento de saúde. Conclusão: Mesmo assegurado por leis federais, o indivíduo transexual enfrenta barreiras em seu acesso ao atendimento em saúde mostrando o desrespeito na sua essência. O estudo traz a necessidade de estabelecer uma maior educação em saúde para a equipe multiprofissional e a conscientização da sociedade no respeito a população transexual. A recepção e o acolhimento dessa população no sistema de saúde vão além da humanização, da ética e do respeito aos direitos humanos, tratando-se de uma mudança cultural.
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