Resumo
Objetivo: Caracterizar a dor em praticantes profissionais e amadores de jiu-jitsu. Métodos: Estudo cego, quanti-qualitativo, comparativo, do tipo observacional transversal e descritivo, realizado com adultos, do sexo masculino, praticantes profissionais e amadores de jiu-jitsu. Foram avaliados por meio de questionário estruturado pelos pesquisadores, Questionário para Avaliação da Dor Musculoesquelética em Praticantes de Exercício (Q-ADOM) e algometria. Resultados: Amostra composta por 31 praticantes de jiu-jitsu, (58,06%) profissionais e (41,94%) amadores. A maior parte é faixa preta e já sofreu alguma lesão, apresentaram dor moderada em membros inferiores (MMII) nas últimas 4 semanas, tanto ao repouso quanto ao movimento, sem diferença significativa entre os grupos. Os membros superiores (MMSS) destacaram-se como os segmentos com maior incidência de lesões entre os atletas profissionais (88,89%). A algometria evidenciou médias maiores para os profissionais, com relevância quando comparadas regiões como MMSS e MMII. A interferência da dor foi maior no sono e autocontrole de praticantes profissionais. Há correlação negativa entre duas áreas da algometria e o índice de massa corpórea, e entre a algometria da região tenar e a Q-ADOM. Conclusão: A intensidade da dor não é diferente entre os grupos, mas interfere significativamente na vida dos praticantes profissionais nos aspectos do sono e autocontrole.
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