Resumo
Objetivo: Analisar a percepção de médicos e enfermeiros acerca da configuração do processo de corrida de leito vivenciados por eles em diferentes setores hospitalares. Métodos: Pesquisa qualitativa, com dados coletados por meio de observação sistemática e entrevistas com roteiro semiestruturado com médicos e enfermeiros da Unidade de Internação (UNI) e do Centro Terapia Intensiva (CTI) de um hospital geral de Belo Horizonte, Minas Gerais. Para a análise dos dados, foi utilizada a análise de discurso na perspectiva Foucaultiana. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Médicos percebem a corrida de leito como um momento para definição de condutas terapêuticas e enfermeiros como uma ferramenta que norteia suas ações assistenciais e administrativas. Foi identificado que o processo médico-centrado não considera o paciente em sua plenitude e é utilizado como um instrumento de educação médica, principalmente na UNI. Conclusão: Este estudo retrata a corrida de leito como um reflexo do ambiente relacional, que dificulta um cuidado colaborativo. Embora existam diferenças nas corridas de leito dos dois setores, os elementos e circunstâncias que influenciam o sistema são similares, pois, identificou-se a necessidade médica como principal razão para organização do cuidado.
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