Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Escorpionismo em crianças e adolescentes: fatores clínicos e epidemiológicos associados a casos graves
PDF (inglês)

Palavras-chave

Picadas de escorpião
Venenos de escorpião
Pediatria
Crianças
Toxicologia

Como Citar

Escorpionismo em crianças e adolescentes: fatores clínicos e epidemiológicos associados a casos graves. (2024). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 24(5), e15972. https://doi.org/10.25248/reas.e15972.2024

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar a associação entre fatores epidemiológicos e clínicos à gravidade dos acidentes escorpiônicos em crianças e adolescentes. Métodos: Trata-se de estudo retrospectivo transversal quantitativo analisou 648 prontuários de pacientes de zero a doze anos. A variável-desfecho foi a gravidade do escorpionismo, com análises bivariadas (teste Qui-Quadrado de Pearson) e multivariadas de Poisson para identificar fatores associados. Resultados: Evidenciou-se que 34,7% dos casos foram graves, predominando em crianças do sexo feminino, menores de três anos, de cor não branca, urbanas e de Montes Claros. A maioria dos acidentes ocorreu antes das 17h, em membros inferiores, com atendimento após 1h. Sequelas (RP=1,75; IC95% 1,00-3,05) e UTI (RP=2,45 IC95% 1,23-4,88) associaram-se à gravidade, enquanto picadas em membros inferiores reduziram a prevalência de acidentes graves (RP= 0,76; IC95 0,6-2,94). Conclusão: O perfil epidemiológico indicou que a maioria das picadas ocorreu antes das 17h, com atendimento após 1h, e picadas em membros inferiores associaram-se a menor prevalência. O perfil clínico relacionou-se à internação em UTI e ao uso de aminas vasoativas. Dada a importância do escorpionismo em crianças, é crucial esclarecer a população para prevenir acidentes e aprimorar o prognóstico.

PDF (inglês)

Referências

ARAÚJO KAM, et al. Epidemiological study of scorpion stings in the Rio Grande do Norte State, Northeastern Brazil. Rev Inst Med Trop São Paulo. 2017; 59(1): e58.

BARBOSA AD, et al. Caracterização dos acidentes escorpiônicos em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, 2005 a 2009. Cad. Saúde Pública. 2012; 28(9): 1785-1789.

BARBOSA AP. Terapia intensiva neonatal e pediátrica no Brasil: o ideal, o real e o possível. Jornal de Pediatria. 2004, 80(6): 437-438.

BARROS RM, et al. Aspectos clínicos e epidemiológicos das picadas de escorpiões na região nordeste do Brasil. Ciênc Saúde Coletiva. 2014; 10(4): 1275-1282.

BASEER KA e NASER MAA. Predictors for Mortality in Children with Scorpion Envenomation Admitted to Pediatric Intensive Care Unit, Qena Governorate, Egypt. Am J Trop Med Hyg. 2019; 101(4): 941-945.

BELCZAK CEQ, et al. Influência do turno laboral na formação de edema dos membros inferiores em indivíduos normais. J Vasc Bras. 2008; 7(3): 225-30.

BRASIL. Sistema de Informação de Agravos de Notificação: Intoxicação exógena e acidente por animais peçonhentos. Available from: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinannet/cnv/Intoxbr.def. Accessed: Sep 10, 2023.

BRASIL. Sistema de Informação de Agravos de Notificação: MS. Available from: http://portalsinan.saude.gov.br/dados-epidemiologicos-sinan. Accessed: Sep 10, 2023.

CAMPOLINA D. Georreferenciamento e estudo clínico-epidemiológico dos acidentes escorpiônicos atendidos em Belo Horizonte no serviço de toxicologia de Minas Gerais. Dissertação - Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, 2006.

CAMPOS L. 2020. Fisiopatologia e tratamento dos efeitos cardiovasculares e pulmonares no envenenamento por escorpião. Revista Médica de Minas Gerais, 2020; 30(1): e-30203.

CARMO EA, et al. Fatores associados à gravidade do envenenamento por escorpiões. Texto Contexto Enferm. 2019; 28(2): e20170561.

CAVALCANTI NB, et al. Perfil epidemiológico do escorpionismo em crianças no estado de Pernambuco, 2015-2019. Nursing, 2021; 24(275): 5556–65.

CAVAZOS MEO, et al. Snake bites in pediatric patients, a current view. In: Özdemir Ö, ed. Complementary Pediatrics, 2012; 2(1): 123-136.

CHIPPAUX JP, et al. Factors involved in the resilience of incidence and decrease of mortality from scorpion stings in Mexico. Toxicon., 2020; 188(1): 65-75.

CUPO P. Clinical update on scorpion envenoming. Rev. Soc. Bras. Med. Trop., 2015; 48(6): 642-649.

DABAS A. Scorpion Envenomation to Therapeutics. Indian Pediatr., 2019; 56(4): 323-324.

FEAM. Estudo de vulnerabilidade regional às mudanças climáticas de Minas Gerais da Fundação Estadual do Meio Ambiente. Available from: http://www.feam.br/images/stories/Estudos/pemc_vulnerabilidade_regional%2021022014.pdf. Accessed: Sep 10, 2023.

FRACOLLI LA. Acidentes por escorpiões no estado de São Paulo: uma abordagem sociodemográfica. Rev Uningá, 2008; 18(1): 161-173.

FURTADO AA, et al. Biology, venom composition, and scorpionism induced by brazilian scorpion Tityus stigmurus: A mini-review. Toxicon., 2020; 185: 36-45.

GHORBANI A, et al. 2021. Effects of climate variables on the incidence of scorpion stings in Iran for five years. J. Venom. Anim. Toxins incl. Trop. Dis., 2021; 27(1): e20200110.

GOMES RV. Fisiopatologia do choque cardiogênico. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, 2001; 14(2): 28-32.

GUERRA CMN, et al. Análise de variáveis relacionadas à evolução letal do escorpionismo em crianças e adolescentes no estado de Minas Gerais no período de 2001 a 2005. J Pediatr., 2008; 84(6): 509-515.

HORTA FM, et al. Escorpionismo em crianças e adolescentes: aspectos clínicos e epidemiológicos de pacientes hospitalizados. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical [online], 40(3): 351-353.

HOROZ ÖÖ, et al. Is there any relationship between initial hematological parameters and severity of scorpion envenomation? Turk J Pediatr., 2020; 62(3): 394-404.

JUNGLOS P, et al. Scorpionism in children and adolescents: data from a sentinel unit. Research, Society and Development, 2021; 10(1): E54610112079.

KATZ ML, et al. Variability of venous hemodynamics with daily activity. J Vasc Surg., 1994; 19: 361-5.

KHATTABI A, et al. Classification of clinical consequences of scorpion stings: consensus development. Trans R Soc Trop Med Hyg., 2011; 105(7): 364-9.

LIMA CA, et al. Epidemiologia do escorpionismo na faixa etária pediátrica no estado de Minas Gerais. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(2): e6404.

LISBOA NS, et al. Escorpionismo no Extremo Sul da Bahia, 2010-2017: perfil dos casos e fatores associados à gravidade. Epidemiol. Serv. Saúde, 2020; 29(2): E2019345.

MORAES FCA, et al. Relação dos biomas nos acidentes peçonhentos no Brasil. Journal Health NPEPS, 2021; 6(1): 175-190.

ORTIZ MM, et al. Accidents by scorpio Tityus sp. (scorpiones: Buthidae) in children: two orbit report. Research, Society and Development, 2021; 10(2): E24110212457.

PETRICEVICH VL. Scorpion venom and the inflammatory response. Mediators Inflamm. 2010; 20(1): e903295.

QUEIROZ AM, et al. Severity of Scorpion Stings in the Western Brazilian Amazon: A Case-Control Study. PLoS One, 2015; 10(6): E0128819.

RECKZIEGEL GC e JUNIOR VL. Análise do escorpionismo no Brasil no período de 2000 a 2010. Rev Pan-Amaz Saúde, 2014; 5(1): 67-68.

SILVA EP, et al. Scorpion stings and spider bites in the Upper Juruá, Acre - Brazil. J Hum Growth Dev., 2018; 28(3): 290-297.

SOARES RA, et al. Mortalidade infantil no contexto da ruralidade brasileira: uma proposta para a superação da invisibilidade epidemiológica e demográfica. Cad. Saúde Pública, 2020; 36(8): E00068718.

SOUZA CM e BOCHNER R. Escorpionismo no Rio de Janeiro: contribuições da ciência cidadã para o aprimoramento das políticas de atenção em saúde. Revista P2P e INOVAÇÃO, 2018; 6: 33-49.

TANIELE-SILVA J, et al. Retrospective clinical and epidemiological analysis of scorpionism at a referral hospital for the treatment of accidents by venomous animals in Alagoas State, Northeast Brazil, 2007-2017. Rev Inst Med Trop de São Paulo, 2020; 62(1): E26.

VAUCEL J, et al. Pediatric scorpionism in northern Amazonia: a 16-year study on epidemiological, environmental and clinical aspects. J Venom Anim Toxins Incl Trop Dis., 2020; 26(1): E202000038.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Rabies and envenomings: a neglected public health issue: report of a consultative meeting. Geneva: World Health Organization; 15 p. Available from: https://apps.who.int/iris/handle/10665/43858. Accessed: Sep 10, 2023.