Resumo
Objetivo: Avaliar as consequências para a saúde dos trabalhadores da linha de frente durante a pandemia da COVID-19. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa, seguindo as etapas recomendadas pelo Joanna Briggs Institute, incluindo a formulação da questão de pesquisa, seleção de documentos, avaliação e análise dos dados. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2024, sem restrição de idioma, e analisados artigos científicos completos sobre infecções pela COVID-19, saúde ocupacional e exposição ocupacional. Resultados: Os estudos analisados revelaram uma alta prevalência de burnout e estresse agudo entre profissionais de saúde. Fatores como sexo feminino, múltiplos vínculos empregatícios e carga horária elevada foram associados a essas condições. A falta de infraestrutura adequada e de preparo emocional exacerbou a situação. Além disso, muitos trabalhadores foram expostos ao vírus tanto no ambiente de trabalho quanto em contextos comunitários, destacando a necessidade de medidas rigorosas de proteção. Considerações finais: A pandemia da COVID-19 evidenciou a vulnerabilidade dos profissionais de saúde ao burnout e ao estresse agudo, sublinhando a necessidade urgente de intervenções estruturais e emocionais. Melhorar as condições de trabalho, oferecer suporte psicológico e adotar práticas eficazes de mitigação de riscos são essenciais para assegurar a saúde e o bem-estar desses profissionais.
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