Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
A soberania sanitária na pesquisa e desenvolvimento dos medicamentos para leishmaniose visceral
PDF

Palavras-chave

Soberania sanitária
Pesquisa e Desenvolvimento
Medicamentos
Leishmaniose visceral
Doenças negligenciadas

Como Citar

A soberania sanitária na pesquisa e desenvolvimento dos medicamentos para leishmaniose visceral. (2024). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 24(10), e18281. https://doi.org/10.25248/reas.e18281.2024

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Discutir sobre a soberania sanitária na pesquisa e desenvolvimento dos medicamentos para leishmaniose visceral. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo exploratório por meio de entrevistas, conduzida com 16 indivíduos, de ambos os sexos, que tenha a vivência ou experiência profissional/acadêmica com doenças negligenciadas. Resultados: A soberania sanitária envolve a capacidade de um país de controlar e gerir autonomamente sua saúde pública. Para alcançar, é crucial investir em infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento, formando profissionais capacitados e criando laboratórios equipados. Além disso, a cooperação regional e internacional pode fortalecer a troca de conhecimentos e recursos, permitindo avanços mais rápidos e eficazes. Políticas governamentais que incentivem a produção local de medicamentos e insumos de saúde, juntamente com financiamento adequado, essenciais para reduzir a dependência externa e garantir que as soluções terapêuticas sejam acessíveis e apropriadas para as necessidades locais. Conclusão: A soberania sanitária é essencial para enfrentar desafios de saúde pública, por meio de investimentos em infraestrutura local, formação de profissionais e produção de insumos, complementados por parcerias internacionais, promovendo um sistema de saúde robusto e equitativo.

PDF

Referências

ABIQUIFI. O custo do atraso: Brasil produz apenas 5% dos insumos de medicamentos. Disponível em: https://abiquifi.org.br/o-custo-do-atraso-brasil-produz-apenas-5-dos-insumos-de-medicamentos/. Acessado em: 13 de julho de 2024.

BARBEITAS MM, et al. Rumo à equidade em saúde: por uma agenda de pesquisa e desenvolvimento e produção local orientada pelas múltiplas necessidades do Sistema Único de Saúde. Caderno de Saúde Pública, 2023; 39:e00073623.

BRASIL. Anuário estáticos do mercado farmacêutico: 2022. Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – SCMED. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/cmed/anuario-estatistico-2022. Acessado em: 22 de agosto de 2024.

BRASIL. Guia de vigilância em saúde: volume 2 (6a edição - revisada) — Ministério da Saúde, Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-deconteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/guia-de-vigilancia-em-saude-volume-2-6aedicao/view. Acessado em: 26 de junho de 2024.

BUSS PM, PELLEGRINI FILHO A. A saúde e seus determinantes sociais. Physis Ver Saúde Coletiva, 2007; 17:77–93.

CHARMAZ K. A construção da teoria fundamentada: uma guia prático para análise qualitativa. Porto Alegre: Artmed; 2009. 1–217.

DWECK E, et al. COVID-19 and the Brazilian manufacturing sector: roads to reindustrialization within societal purposes. Struct Chang EconDyn, 2022; 61:278-293.

ENGELS D, ZHOU XN. Neglected tropical diseases: an effective global response to local poverty-related disease priorities. InfectDisPoverty, 2020; 9(1):10. 21.

GADELHA CAG, BRAGA PSC. Saúde e inovação: dinâmica econômica e Estado de Bem-Estar Social no Brasil. Caderno de Saúde Pública, 2016; 32 (Suppl 2):1–13.

GUIMARÃES R. Sobre a Soberania Sanitária no complexo industrial da saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 2023; 28 (11).

Khan T, et al. Economic expansion and innovation: a comprehensive analysis of Pakistan's path to technological excellence. PLoS One, 2024;19(4):e0300734.

LIMA RG, et al. Perfil epidemiológico da leishmaniose visceral no Brasil, no período de 2010 a 2019. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(4), e6931.

LUPATINI EO, et al. Medicamentos e pesquisa translacional: etapas, atores e políticas de saúde no contexto brasileiro. Saúde em Debate, 2019; 43 (spe2).

MAIA-ELKHOURY ANS, et al. Premature deaths by visceral leishmaniasis in Brazil investigated through a cohort study: a challenging opportunity? PLosNeglected Tropical Diseases, 2019; 13(12):e0007841.

MARTINS GA, THEÓPHILO CR. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicada. São Paulo: Atlas; 2017.

NUNES J, PIMENTA DN. A epidemia de Zika e os limites da saúde global. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, 2016; 98.

NUNES J. A pandemia de COVID-19: securitização, crise neoliberal e a vulnerabilização global. Caderno de Saúde Pública, 2020; 36(4):e00063120.

Oliveira RG. Sentidos das Doenças Negligenciadas na agenda da Saúde Global: o lugar de populações e territórios. Ciência & Saúde Coletiva, 2018; 23(7):2291–302.

OPAS. Leishmanioses: Informe epidemiológico das Américas – Número 12. Disponível em:https://iris.paho.org/handle/10665.2/59170. Acessado em: 10 de junho de 2024.

OPAS. Diretrizes para o tratamento das leishmanioses na Região das Américas. 2a. Pan American Health Organization, 2022. Disponível em: https://iris.paho.org/handle/10665.2/56487. Acessado em: 10 de junho de 2024

SANTANA RS, LEITE SN. Prioridades da pesquisa clínica com medicamentos no Brasil e as doenças da pobreza. Rev Panam Salud Publica, 2016; 40(5)356–62.

TIGRE PB, et al. Janelas de oportunidades e inovação tecnológica na indústria brasileira de medicamentos. Caderno de Saúde Pública, 2016; 32 Sup 2:e00103315.

WHO. Leishmaniasis. 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/leishmaniasis. Acessado em: 17 de julho de 2024.