Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Experiências de adolescentes puérperas com o pré-natal do residente em enfermagem obstétrica
PDF

Palavras-chave

Enfermagem
Enfermagem obstétrica
Cuidado pré-natal
Gravidez na adolescência
Adolescente

Como Citar

Experiências de adolescentes puérperas com o pré-natal do residente em enfermagem obstétrica. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25, e18402. https://doi.org/10.25248/reas.e18402.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Compreender a percepção de puérperas adolescentes sobre as potencialidades, fragilidades e a educação em saúde durante a consulta pré-natal realizada por residentes em enfermagem obstétrica. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, com análise de conteúdo baseada no referencial de Bardin. As entrevistas semiestruturadas envolveram seis adolescentes puérperas de uma Estratégia de Saúde da Família do Sul de Minas Gerais. Resultados: As potencialidades identificadas incluíram agilidade, resolutividade, acolhimento e humanização. Foram apontados entraves como a rotatividade de profissionais e a disparidade entre a assistência médica e de enfermagem, bem como entre os serviços públicos e privados. As enfermeiras forneceram orientações sobre diversos temas, incluindo intercorrências na gestação, incentivo à atividade física, aleitamento materno e questões emocionais. Conclusão: Diversas potencialidades da consulta pré-natal realizada por residentes em enfermagem obstétrica foram destacadas, juntamente com a abordagem de conteúdos educativos relevantes. No entanto, foram apontadas fragilidades que sugerem a existência de barreiras para a consolidação deste profissional no âmbito da assistência pré-natal.

PDF

Referências

ANDREAZZI DUARTE D. Coronavírus, o monstro microscópico na visão da ciência. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2020; 46: 3606.

BAHRI KM, et al. The role of midwives and obstetrical nurses in the promotion of healthy lifestyle during pregnancy. Therapeutic Advances in Reproductive Health, 2021; 15: 26334941211031866.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: 2011; 70: 229.

BAS E, et al. Maternal characteristics and obstetric and neonatal outcomes of singleton pregnancies among adolescents. Med Sci Monit, 2020; (26): 1-9.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE, FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE. Resolução nº466, de 12 de dezembro de 2012, sobre pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília. Diário Oficial da União, 13 de junho de 2013; 1(12); 59.

BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cadernos humaniza SUS: humanização do parto e do nascimento. Ministério da Saúde (Brasília); 2014.

CAMPOS ML, et al. Percepção das gestantes sobre as consultas de pré-natal realizadas pelo enfermeiro na atenção básica. J Nurs Health, 2016; 6(3): 379-90.

CARVALHO EM, et al. The teaching of good obstetric practices from the residency preceptors’ perspective. Ciênc. Saúde Colet., 2022; 27(5): 1763-72.

CERVATO-MANCUSO AM, et al. Educação Alimentar e Nutricional como prática de intervenção: reflexão e possibilidades de fortalecimento. Physis, 2016; 26(1): 225-9.

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Aleitamento materno: manual de orientação. 3. ed., São Paulo: Ponto, 2015; 162.

FONSECA LS, et al. Panorama nacional da adesão ao pré-natal: série histórica de 2009 a 2018. J. nurs. health. 2022; 12(1): 1-13.

FRYER K, et al. Explorando as necessidades e desejos dos pacientes por cuidados pré-natais de qualidade na Flórida, Estados Unidos. Revista Internacional de MCH e AIDS, 2023; 12(1): 622.

GOVENDER D, et al. Adolescent pregnancy and parenting: perceptions of healthcare providers. J Multidiscip Healthc., 2020; 13: 1607–1628.

GOVENDER D, et al. Nurses’ perception of the multidisciplinary team approach of care for adolescent mothers and their children in Ugu, KwaZulu-Natal. Afr J Prm Health Care Fam Med, 2019; 11(1).

HANS SL e WHITE BA. Teenage Childbearing, Reproductive Justice, and Infant Mental Health. Infant Ment Health J. 2019; 40(5): 690–709.

LOPEZ MCL, et al. Temporal trend and factors associated to teenage pregnancy. Rev Esc Enferm USP, 2020; 54.

MINAYO MCS. Amostragem e saturação em pesquisa qualitativa: consensos e controvérsias. Rev Pesquisa Qualitativa, 2017; 5(7): 1-12.

MOURA MSS, et al. Use of technologies by nurses to promote breastfeeding: a scoping review. Rev. Escola Enfermagem USP, 2024; 57: 20220466.

OLDS DL, et al. Prenatal and Infancy Nurse Home Visiting Effects on Mothers: 18-Year Follow-up of a Randomized Trial. Pediatrics, 2019; 144(6): 20183889.

ORTIGARA EPF, et al. Percepção da assistência pré-natal de usuárias do serviço público de saúde. Rev Enferm UFSM, 2015; 5(4): 618-27.

RAMOS ASMB, et al. A assistência pré-natal prestada pelo enfermeiro sob a ótica das gestantes. R. Interd, 2018; 11(2): 87-96.

RODRIGUES CB, et al. Prenatal care and human rights: Addressing the gap between medical and legal frameworks and the experience of women in Brazil. PloS one, 2023; 18(2): 281581.

SALLY C, et al. Adolescent mothers: A qualitative study on barriers and facilitators to mental health in a low-resource setting in Cape Town, South Africa. Afr J Prim Health Care Fam Med, 2020; 12(1): 2279.

SANTOS NLB, et al. A percepção de mães adolescentes sobre seu processo de gravidez. Rev. Psicol. Saúde, 2016; 8(2): 83-96.

TONG A, et al. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus group. Int J Qual Heal Care, 2007; 19(6): 349–57.