Resumo
Objetivo: Avaliar a capacidade moduladora do suco de caju e cajuína diante dos efeitos toxicogenéticos do paracetamol, utilizando o sistema teste vegetal Allium cepa. Métodos: Grupos de tratamentos: Controle Negativo (água destilada - AD); Grupo 2 (10 ml de suco de caju + 30 ml AD), Grupo 3 (10 ml de cajuína + 30 ml AD); Grupo 4 (10 ml de suco de caju + 30 ml de CP); Grupo 5 (10 ml de cajuína diluído com 30 ml de CP); e Controle Positivo (40ml de paracetamol 0,3mg/ml - CP). Utilizados cinco bulbos por tratamento, enraizadas, e transferida para suas respectivas soluções. As radículas foram coletadas e fixadas em ácido acético (3:1) após os tempos de 24 e 48 horas de exposição. As lâminas foram coradas com orceína acética a 2%. Resultados: Sugere-se que compostos bioativos estejam presentes no suco de caju e sua derivação cajuína, possuindo capacidade de inibir a formação de alterações mutagênicas, causadas pelo fármaco utilizado durante o estudo, a partir da observação do aumento do Índice Mitótico e redução das Alterações Cromossômicas. Conclusão: Os dados encontrados mostraram que o suco de caju e cajuína modularam os efeitos toxicogenéticos do paracetamol, interferindo na mutagênese induzida pelo fármaco.
