Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Epididimite associada a Dengue
PDF (inglês)

Palavras-chave

Epididimite associada a dengue
Manejo da epididimite viral
Manifestações geniturinárias na dengue
Risco de infertilidade em infecções virais

Como Citar

Epididimite associada a Dengue. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25, e19830. https://doi.org/10.25248/reas.e19830.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Descrever um caso raro de epididimite associada ao dengue, destacando sua apresentação, diagnóstico, tratamento e prognóstico, com o objetivo de aumentar a conscientização entre os profissionais de saúde. Detalhamentos de caso: Um homem de 27 anos, sem comorbidades prévias, apresentou histórico de 7 dias de febre, mialgia, anorexia e teste IgM positivo para dengue, seguido pelo início, em 24 horas, de dor testicular unilateral. O exame físico revelou epidídimo esquerdo doloroso e edemaciado, sem eritema escrotal ou nódulos. A ultrassonografia escrotal com Doppler confirmou epididimite, sem detecção de infecção bacteriana na análise de urina ou cultura. O paciente recebeu tratamento sintomático, incluindo analgésicos e hidratação, e foi monitorado quanto à progressão dos sintomas. O paciente obteve resolução completa dos sintomas em cinco dias de tratamento conservador. Uma análise de sêmen realizada um mês após a recuperação demonstrou parâmetros normais, indicando ausência de impacto duradouro na fertilidade. A apresentação clínica de epididimite foi atribuída à infecção por dengue, apoiada pela exclusão de outras etiologias comuns. Considerações finais: É evidenciado uma manifestação rara da dengue, incluindo a epididimite em seu espectro clínico. O diagnóstico exige história detalhada, exame físico e imagem para diferenciar de outras causas de escroto agudo. A conscientização dessa associação é crucial para identificação e manejo rápidos, assegurando desfechos favoráveis.

PDF (inglês)

Referências

ANWAR F, et al. Epidemiological and hematological investigation of dengue virus infection. Microbiology and Immunology, 2022; 66(9): 426-432.

ARORA SK, et al. Predictors of severe dengue amongst children as per the revised WHO classification. Journal of Vector Borne Diseases, 2021; 58(4): 329-334.

BHATT S, et al. The global distribution and burden of dengue. Nature, 2013; 496(7446): 504-507.

CARAGATA EP, et al. Prospects and pitfalls: next-generation tools to control mosquito-transmitted disease. Annual review of microbiology, 2020; 74(1): 455-475.

CHEN L, et al. Ultrasound Imaging Findings of Acute Testicular Infection in Patients With Coronavirus Disease 2019: A Single‐Center–Based Study in Wuhan, China. Journal of Ultrasound in Medicine, 2021; 40(9): 1787-1794.

CHEN T, et al. Dengue hemorrhagic fever complicated with acute idiopathic scrotal edema and polyneuropathy. American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, 2008; 78(1): 8.

ENDY TP, et al. Epidemiology of inapparent and symptomatic acute dengue virus infection: a prospective study of primary school children in Kamphaeng Phet, Thailand. American journal of epidemiology, 2002; 156(1): 40-51.

FAION AG, et al. Epididimite Relacionada a Infecção por Coronavírus: Relato de Caso e Revisão da Literatura. Revista Urominas, 2021; 30130: 140.

FIGUEIRÓ AC, et al. Óbito por dengue como evento sentinela para avaliação da qualidade da assistência: estudo de caso em dois municípios da Região Nordeste, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 2008; 27: 2373-2385.

HUNSPERGER EA, et al. Performance of dengue diagnostic tests in a single-specimen diagnostic algorithm. The Journal of infectious diseases, 2016; 214(6): 836-844.

KESHARWANI A, et al. A case of dengue fever associated with acute scrotal oedema. Australasian Medical Journal (Online), 2021; 14(10): 259-262.

LALLE E, et al. Prolonged detection of dengue virus RNA in the semen of a man returning from Thailand to Italy, January 2018. Eurosurveillance, 2018; 23(18): 18-00197.

LAMBRECHTS L, et al. Direct mosquito feedings on dengue-2 virus-infected people reveal dynamics of human infectiousness. PLoS Neglected Tropical Diseases, 2023; 17(9): 11593.

MERLOS F, et al. Relato de Caso: Dengue-Encefalite e Morte Encefálica Uma Complicação Rara. Revista Foco, 2024; 17(10): 6024.

MONS J, et al. Effects of acute dengue infection on sperm and virus clearance in body fluids of men. Emerging Infectious Diseases, 2022; 28(6): 1146.

NEDJADI T, et al. Tackling dengue fever: Current status and challenges. Virology journal, 2015; 12: 1-11.

NGUYEN NM, et al. A randomized, double-blind placebo controlled trial of balapiravir, a polymerase inhibitor, in adult dengue patients. The Journal of infectious diseases, 2013; 207(9): 1442-1450.

ROSSI P, et al. Mutual exclusion of Asaia and Wolbachia in the reproductive organs of mosquito vectors. Parasites & vectors, 2015; 8: 1-10.

SHEPARD DS, et al. The global economic burden of dengue: a systematic analysis. The Lancet infectious diseases, 2016; 16(8): 935-941.

SOJOS BYB, et al. Fisiopatología del dengue. Recimundo, 2019; 3(3): 622-642.

STANAWAY JD, et al. The global burden of dengue: an analysis from the Global Burden of Disease Study 2013. The Lancet infectious diseases, 2016; 16(6): 712-723.

YUAN K, et al. Risk and predictive factors for severe dengue infection: a systematic review and meta-analysis. PLoS One, 2019; 17(4): 267186.