Resumo
Objetivo: Analisar o impacto de ações educativas relacionadas ao Uso Racional de Medicamentos (URM) em ambiente hospitalar e descrever a percepção dos usuários sobre o tema. Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo qualitativo e quantitativo retrospectivo, realizado a partir da prática de atividade educacional do tipo exposição dialogada com dinâmica interativa sobre URM, ambientado em um hospital público especializado em oncologia. A avaliação da percepção dos pacientes sobre o tema foi realizada através de questionário estruturado, de preenchimento voluntário e sem obrigatoriedade de identificação. Resultados: A atividade teve a participação de 1026 pessoas e 150 responderam ao questionário. Em torno de 53,3% dos participantes nunca tinham ouvido falar sobre o URM e 95% afirmam que o conteúdo abordado ajudou a entender sobre o tema. Dentre os principais temas abordados pelos participantes destacaram-se a pertinência sobre o assunto (42%), administração correta dos medicamentos (16%), armazenamento correto (15%). Conclusão: A Atividade educacional expositiva dialogada contribui para a promoção do conhecimento sobre URM. Usuários e acompanhantes se sentiram confortáveis para compartilhar dúvidas e histórias sobre o tema, colaborando para mudanças positivas na relação deles com os medicamentos e promovendo a segurança dos pacientes.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. LEI Nº 14.758, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2023. Disponível em https ://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14758.htm. Acesso em 16 de janeiro 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Uso racional de medicamentos: temas selecionados – Brasília: 2012. Disponível em: https ://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/uso-racional-de-medicamentos/p ublicacoes/uso_racional_medicamentos_temas_selecionados.pdf/view. Acesso em: 11 de junho de 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Humaniza SUS: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília: 2010. Disponível em: https ://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/humanizasus_documen to_gestores_trabalhadores_sus.pdf. Acesso em: 20 janeiro de 2025.
CASTRO AEA, et al. Educação em saúde de agentes comunitários de saúde para promoção do uso racional de medicamentos. Revista de Ensino, Educação e Ciências Humanas, 2019; 20(3): 254-259.
CUNHA KOA, et al. Representations regarding the rational use of medications in Family health strategy teams. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2012; 46: 1431-1437.
DRUMMOND ED, et al. Avaliação da não adesão à farmacoterapia de doenças crônicas e desigualdades socioeconômicas no Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2020; 23.
GARCIA ALF, et al. Automedicação e adesão ao tratamento medicamentoso: avaliação dos participantes do programa Universidade do Envelhecer. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2018; 21: 691-700.
GOMES VP, et al. Prevalência do consumo de medicamentos em adultos brasileiros: uma revisão sistemática. Ciência & Saúde Coletiva, 2017; 22(8): 2615-2626.
GOULAR LS, et al. Consumo de medicamentos na área de abrangência de uma Estratégia de Saúde da Família: Prevalência e fatores associados. Escola Anna Nery, 2019; 23.
KHADELA A, et al. Impact of oncology pharmacist services on humanistic out come in patients with breast cancer. Journal of Oncology Pharmacy Practice, 2022; 28(2): 302-309.
LIMA M, et al. Indicadores relacionados ao uso racional de medicamentos e seus fatores associados. Revista de Saúde Pública, 2017; 51: 23.
MELO DO e CASTRO LLC. A contribuição do farmacêutico para promoção do acesso e uso racional de medicamentos essenciais no SUS. Ciência & Saúde Coletiva, 2017; 22: 235-244.
MOREIRA TA, et al. Uso de medicamentos por adultos na atenção primária: inquérito em serviços de saúde de Minas Gerais, Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2020; 23.
NASCIMENTO YA, et al. Drug-related problems observed in a Pharmaceutical care service, Belo Horizonte, Brazil. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, 2009; 45: 321-330.
NUNES DM, et al. Manual de intervenções educativas para promoção do uso racional de medicamentos 1. ed. Salvador, BA: Conselho Regional de Farmácia da Bahia - CRF-BA, 2023. Disponível em: https ://www.crf-ba.org.br/wp-content/uploads/2023/01/Manualparadivulgacao.pdf. Acesso em: 11 de junho de 2024.
OLIVEIRA GL, et al. Fatores relacionados à adesão ao tratamento sob a perspectiva da pessoa idosa. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2020; 23(4).
PEPE VLE e CASTRO CGSO. A interação entre prescritores, dispensadores e pacientes: informação compartilhada como possível benefício terapêutico. Cadernos de Saúde Pública, 2000; 16(3): 815-822.
PINHO MS, et al. Atenção farmacêutica a pacientes oncológicos: uma revisão integrativa da literatura. Revista brasileira de Farmácia Hospitalar e serviços de saúde, 2016; 7(1).
ROCHA A, et al. A sala de espera como estratégia na produção de educação em saúde durante a pandemia de COVID-19 The wait in groom as a strategy in the production of health education during the pandemic of COVID-19. Brazilian Journal of Health Review, 2022.5(1):1200-1212.
ROESE FM, et al. Análise da adesão à terapia antineoplásica oral de pacientes atendidos na farmácia de quimioterapia de um hospital público de Mato Grosso do Sul. Revista Eniac Pesquisa, 2017; 7(1): 125-141.
SALES TLS, et al. Eventos adversos a medicamentos em pacientes oncológicos hospitalizados. Revista Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde, 2016; 7(4).
SILVA IR, et al. Polypharmacy, socioeconomic indicators and number of diseases: results from ELSA-Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2020; 23: 200077.
SILVA WLF, et al. Fatores associados à não adesão à farmacoterapia em pessoas idosas na atenção primária à saúde no Brasil: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2021; 24.
SOUSA L, et al. Prevalência e características dos eventos adversos a medicamentos no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 2018; 34(4): 40017.
VERISSIMO DS e VALLE ERM. Grupos de sala de espera no apoio ao paciente somático. Rev. SPAGESP, Ribeirão Preto, 2005; 6(2): 28-36.
VINHOLES ER, et al. A percepção da comunidade sobre a atuação do serviço de atenção farmacêutica em ações de educação em saúde relacionadas à promoção do uso racional de medicamentos. Saúde e Sociedade, 2009; 18: 293-303.
