Resumo
Objetivo: Avaliar a qualidade de vida (QV) de crianças e adolescentes com mucosite oral (MO) em tratamento quimioterápico. Métodos: Estudo observacional analítico, transversal e quantitativo, com 30 pacientes de 0 a 19 anos internados no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), Campina Grande. Os dados foram coletados por meio da escala da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do indicador sociodental Oral Impacton Daily Performances (OIDP). Resultados: A prevalência de câncer foi maior no sexo masculino (63,3%), com distribuição similar entre raças branca e parda (46,7%). Observou-se maior proporção de pais casados (46,7%), ensino médio completo (43,3%) e renda entre 1 e 3 salários-mínimos (56,7%). O questionário OIDP identificou impacto bucal antes e entre 7 a 10 dias após o ciclo quimioterápico. As doenças bucais mais prevalentes foram cárie (13,3%) na primeira coleta e feridas na boca (16,7%) na segunda. A MO apresentou maior prevalência no grau I (40%), sendo mais severa em pacientes do sexo masculino. Conclusão: A MO impacta significativamente a QV dos pacientes, comprometendo a alimentação e a fala, causando dor e desconforto, podendo levar à interrupção do tratamento.
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