Resumo
Objetivo: Analisar a implementação do programa de gerenciamento de antimicrobianos (PGA) na emergência. Métodos: Estudo prospectivo, descritivo e quantitativo que analisou a implementação do PGA em uma emergência. Resultados: 385 pacientes com idade média 68,52 anos e 54,03% do sexo masculino foram acompanhados. O tempo de permanência hospitalar foi 18,87 dias e 5,27 dias na emergência. O diagnóstico mais comum foi insuficiência cardíaca (28,83%) e infarto agudo do miocárdio (18,45%). As infecções mais comuns foram pneumonia adquirida na comunidade (38,18%) e pneumonia nosocomial (19,74%). A ceftriaxona (21,80%) e a piperacilina + tazobactam (21,70%) foram mais prescritos. O DOT por mil pacientes/dia para piperacilina + tazobactam variou de 104,45 a 187,01 e para ceftriaxona de 61,57 a 129,07. As principais intervenções farmacêuticas foram ajuste de dose (30,53%) e redução do tempo de tratamento (20,63%). A alta foi associada a homens mais velhos e com maior tempo de internação, enquanto o óbito esteve ligado à idade avançada e internação prévia. Conclusão: A ausência de registros dificultou a realização de uma análise prévia mais detalhada. No entanto, os resultados obtidos reforçam a importância da implantação do PGA na emergência, uma vez que isso contribuiu para a otimização do uso de antimicrobianos nesse cenário, além de favorecer os desfechos clínicos dos pacientes acompanhados. Esses achados indicam um impacto positivo tanto na prática assistencial quanto na segurança do paciente, evidenciando a relevância da continuidade e do fortalecimento do programa no serviço.
Referências
ALVES SA. Diversidade genômica de isolados nosocomiais de Pseudomonas aeruginosa multidroga resistentes. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Campus de Sobral, Universidade Federal do Ceará, Sobral, 2020; 90.
BALKHY HH, et al. Antimicrobial consumption in five adult intensive care units: a 33-month surveillance study. Antimicrobial Resistance & Infection Control, 2018; 7(1).
CASTRO KM, et al. Implantação do programa stewardship de antimicrobianos em hospital de ensino: um projeto piloto. Infarma - Ciências Farmacêuticas, 2021; 33(1): 86-94.
LOPES PR e SOUZA MC. Intervenções farmacêuticas no uso de antimicrobianos no setor de urgência e emergência: estudo no Hospital Universitário da UFSC. Revista de Gestão em Saúde, 2024; 19(3): 110-125.
MAY L, et al. Antimicrobial stewardship in the emergency department: characteristics and evidence for effectiveness of interventions. Clinical Microbiology and Infection, 2021; 27(2): 204-209.
MS. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo de atendimento em unidades de emergência. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.
NAGHAVI M, et al. Global Burden of Bacterial Antimicrobial Resistance 1990–2021: a systematic analysis with forecasts to 2050. The Lancet, 2024; 404(10459).
NOGUEIRA HS, et al. Antibacterianos: principais classes, mecanismos de ação e resistência. Revista Unimontes Científica, 2016; 18(2): 96-108.
O'NEILL J. Tackling drug-resistant infections globally: final report and recommendations. Londres: Revisão sobre Resistência Antimicrobiana, 2016.
OMS. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Plano de ação global sobre resistência antimicrobiana. Genebra: OMS; 2015. Disponível em: https ://www.who.int. Acessado em: 26 de dezembro de 2024.
OMS. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Relatório global sobre prevenção e controle de infecções. Genebra: OMS; 2022. Disponível em: https ://www.who.int/publications/i/item/9789240051164. Acessado em: 7 jan. 2025.
PEREIRA TJ, et al. O farmacêutico frente ao risco do uso irracional de antibióticos. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 2021; 7(9): 483-501.
RUIZ-RAMOS J, et al. Antimicrobial stewardship programs in emergency departments: how do we measure antimicrobial use? A systematic review. Revista Española de Quimioterapia, 2021; 34(6): 610-617.
SCHOFFELEN M, et al. European Society of Clinical Microbiology and Infectious Diseases (ESCMID) guidelines for antimicrobial stewardship in emergency departments (endorsed by 19. 19. European Association of Hospital Pharmacists). Clinical Microbiology and Infection, 2024.
SHARARA SL, et al. Is Piperacillin-Tazobactam effective for the treatment of pyelonephritis caused by extended-spectrum β-lactamase-producing organisms? Clinical Infectious Diseases, 2020; 71(8): 331-337.
SILVA J. Implementação de programas de gerenciamento de antimicrobianos em unidades de emergência. Revista Brasileira de Saúde, 2023; 5(2): 10-18.
SILVA WT, et al. Características clínicas e comorbidades associadas à mortalidade por insuficiência cardíaca em um hospital de alta complexidade na Região Amazônica do Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, 2020; 11.
TEJADA S, et al. Community-acquired pneumonia in adults: what’s new focusing on epidemiology, microorganisms and diagnosis? Erciyes Med J, 2018; 40(4): 177-182.
