Resumo
Objetivo: Analisar as percepções das crianças e seus familiares sobre o tratamento com a quimioterapia antineoplásica ambulatorial. Métodos: Estudo qualitativo desenvolvido em um ambulatório de quimioterapia infantil, com a participação de 22 crianças e 23 familiares. Para a recolha dos dados utilizou-se entrevista semiestruturada e com as crianças a técnica do desenho dirigido. Realizou-se a análise de conteúdo temático, e como ferramenta metodológica o software IraMuTeQ, adotando a classificação hierárquica descendente na análise. Resultados: Familiares e crianças compartilharam suas vivências narrando suas percepções e sintomas durante o tratamento quimioterápico ambulatorial, destacando a alopecia, náuseas, vômitos e o cansaço. O tempo no ambulatório e o medo das punções também foram mencionados. Conclusão: O enfermeiro desempenha papel fundamental como agente de orientação e cuidado especializado oferecendo esclarecimentos e apoio contínuo durante o tratamento. Reforça-se a relevância do cuidado integral junto às famílias promovendo a inclusão das crianças no processo terapêutico.
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