Resumo
Objetivo: Analisar, por meio da literatura, o conhecimento dos enfermeiros sobre os critérios utilizados para a doação de órgãos. Métodos: Revisão integrativa realizada nas bases de dados (BDENF), (MEDLINE) e (LILACS). Para a busca de artigos utilizou-se a seguinte estratégia: “conhecimento” AND “enfermeiros” AND “obtenção de tecidos e órgãos”. Foram incluídos estudos originais, quantitativos ou qualitativos, publicados entre 2015 e 2025, em português, inglês ou espanhol. Utilizou-se o fluxograma PRISMA para seleção e análise destes estudos. Resultados: Foram selecionados 12 estudos de oito países. Os resultados evidenciaram lacunas significativas no conhecimento dos enfermeiros, principalmente em relação ao diagnóstico de morte encefálica, manutenção do potencial doador e aspectos ético-legais que envolvem a doação de órgãos. Considerações Finais: Reforça-se a necessidade de programas de capacitação técnica, emocional e ética, além da inclusão do tema nos currículos acadêmicos e na educação continuada.
Referências
ABTO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS. Registro Brasileiro de Transplantes – Relatório Anual 2023. São Paulo: ABTO, 2023. Disponível em: https://www.abto.org.br. Acessado em: 20 de maio de 2025.
BABAIE M, et al. Knowledge, attitude and practice of nurses regarding organ donation. Global Journal of Health Science, Toronto, 2015; 7(6): e129137.
BARRETO LNM, et al. Indicadores clínicos para o diagnóstico de enfermagem Síndrome do equilíbrio fisiológico prejudicado para doadores de órgãos. Escola Anna Nery, Porto Alegre, 2020; 24(3): e20190341.
BENER A, et al. Do we need to maximize the knowledge and attitude level of physicians and nurses toward organ donation and transplant? Experimental and Clinical Transplantation, 2008; 6(4): 249-253.
BRASIL. Decreto nº 9.175, de 18 de outubro de 2017. Regulamenta a Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 out. 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/decreto/D9175.htm. Acessado em: 20 de maio de 2025.
BRASIL. Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997. Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 fev. 1997. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9434.htm. Acessado em: 20 de maio de 2025.
BRASIL. Lei nº 10.211, de 23 de março de 2001. Altera dispositivos da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 mar. 2001. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10211.htm. Acessado em: 20 de maio de 2025.
FERREIRA G. Intervenção do enfermeiro no processo de detecção e manutenção do potencial dador. 2025. Disponível em: http://repositorio.ipvc.pt/bitstream/20.500.11960/4362/1/Gilberto_Ferreira.pdf.
GALVÃO CM. Níveis de evidência. Acta Paulista de Enfermagem, 2006; 19(2).
LOCKWOOD C, et al. Chapter 2: Systematicreviews of qualitative evidence [Internet]. In: AROMATARIS E e MUNN Z, editors. JBI Manual for Evidence SYNTHESIS, Adelaide: JBI 2020.
MARCONDES C, et al. Abordagem familiar para a doação de órgãos. Revista de Enfermagem UFPE On Line, 2019; 13(4): e236511.
MARQUES LD, MARTINS ER, LOPES CP. Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante: vivência dos enfermeiros. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, 2019; 72(3): 290-295.
MENDES KD, et al. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & Contexto - Enfermagem, Florianópolis, 2008; 17(4), 758-764.
MOHER D, et al. Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses: The PRISMA Statement. PLoS Medicine, 2009; 6(7): e1000097.
MORAES EL, et al. Vivência de enfermeiros no processo de doação de órgãos e tecidos para transplante. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, 2014; 22(2): 226-233.
RUIZ VR, et al. Doação de pulmão e manejo do doador: um levantamento entre profissionais de saúde na Argentina. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, 2021; 33(4): 557-564.
SANTOS CM, et al. The PICO strategy for the research question construction and evidence search. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, 2007; 15(3): 508-511.
SMUDLA A, et al. The attitude and knowledge of intensive care physicians and nurses regarding organ donation in Hungary – It needs to be changed. Annals of Transplantation, Melville, 2012; 17(3): 93-102.
VIEIRA MS, NOGUEIRA LT. O processo de trabalho no contexto da doação de órgãos e tecidos. Revista de Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, 2015; 23(6): 825-831.
VLAISAVLJEVIĆ Ž, et al. Attitudes and knowledge of nurses on organ legacy and transplantation. Srpski Arhiv za Celokupno Lekarstvo, Belgrado, 2014; 142(3-4): 213-218.
WENG LC, et al. Factors associated with registration for organ donation among clinical nurses. PLOS ONE, San Francisco, 2021; 16(2): e0247424.
ZETTEL G, et al. What ICU nurses in different Austrian hospitals know and think about the Austrian organ donation law. BMC Medical Ethics, 2014; 15(46).
