Resumo
Objetivo: Descrever as boas práticas obstétricas no trabalho de parto e parto em uma maternidade de referência na Amazônia Brasileira. Método: Estudo descritivo, delineamento transversal e natureza quantitativa com 214 puérperas. A pesquisa ocorreu no Alojamento Conjunto de uma maternidade de referência no estado do Pará. Os dados foram coletados por meio de dois formulários adaptados utilizados na pesquisa “Nascer no Brasil”. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Em relação às práticas obstétricas, 44,8% receberam alimentação e líquidos, 98,1% possuíam acompanhantes, 97,1% liberdade de movimento, 52,8% uso de métodos não farmacológicos, o profissional médico assistiu a maioria dos partos 91,10%. Não houve contato pele a pele por no mínimo 1 hora. Contudo, foi estabelecido o contato pele a pele por menos de 1 hora em 91,5% dos partos. Entre as posições assumidas para o parto, destacou-se a semi-sentada 87,8%. Conclusão: Diante dos achados, conclui-se que, embora as diretrizes nacionais e internacionais recomendem boas práticas obstétricas, sua aplicação ainda é desigual. Observou-se a coexistência de práticas humanizadas e intervencionistas no cuidado prestado.
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