Resumo
Objetivo: Analisar a distribuição espaço-temporal da hanseníase em Parauapebas, Pará, Brasil, 2008 a 2019. Métodos: Caracteriza-se como estudo transversal, descritivo, de base populacional, de casos novos notificados no SINAN. Utilizou-se as variáveis epidemiológicas e clínicas: sexo, raça/cor, escolaridade, faixa etária, zona de residência, forma clínica, avaliação do grau de incapacidadefísica no diagnóstico, classificação operacional, modo de detecção, baciloscopia, esquema terapêutico inicial, analyses epidemiológica e geoepidemiológica. Resultados: Dos 1.996 casos novos, houve predomínio em: sexo masculino (59,57%), pardos (73,50%), 1ª a 4ª série do fundamental (29,71%), pessoas de 15 a 59 anos (78,86%), zona urbana (88,33%), forma clínica dimorfa (52,66%), grau 0 de Incapacidade Física (81,11%), multibacilares (58,97%), demanda espontânea (60,07%), baciloscopia não realizada (88,13%), esquema PQT/MB/12 doses (58,97%). A distribuição especial resultou em aglomerados nas regiões administrativas urbanas RACAL, RACIN, RALIU, RAPAZ e RARV. Houve tendência exponencial decrescente de casos novos ao longo dos anos, indicando prospecção de declínio nos próximos cinco anos. Análise da evolução espaço-temporal da taxa de detecção da hanseníase constatou hiperendemicidade. Conclusão: Parauapebas permanece endêmica e merece atenção no desenvolvimento de políticas públicas visando controle e redução de casos.
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