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Malformações Mullerianas: 14 anos de experiência na abordagem clínica e cirúrgica
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Palavras-chave

Anomalias genitais
Malformações mullerianas
Dor pélvica
Amenorreia
Agenesia vaginal

Como Citar

Malformações Mullerianas: 14 anos de experiência na abordagem clínica e cirúrgica. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25(10), e21838. https://doi.org/10.25248/reas.e21838.2025

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Resumo

Objetivo: Analisar os principais aspectos das malformações mullerianas, incluindo etiopatogenia, classificação, métodos diagnósticos e abordagens clínicas e cirúrgicas. Detalhamento dos casos: Foram avaliadas 95 pacientes com anomalias mullerianas, com idades entre 10 e 44 anos (mediana: 17 anos). Em 94 (98,9%) os caracteres sexuais secundários eram normais para a idade; uma paciente apresentava hipogonadismo por disgenesia gonadal XX associada. As principais queixas foram amenorreia primária (61,1%) e dor pélvica (52,6%), tendo 25,2% os dois sintomas; 11,6% estavam assintomáticas. Todas foram atendidas em hospital universitário de referência e os dados estão relatados em prontuário. Para diagnóstico, 92 (96,8%) realizaram ultrassonografia pélvica e 79 (83,2%) ressonância magnética; 76 (80%) fizeram ambos os exames. O diagnóstico mais prevalente foi síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser, feito em 27 pacientes e correspondente a 28,4% dos casos. Considerações finais: Apresentam-se dados que indicam melhores práticas desde o diagnóstico até o tratamento. A autodilatação via técnica de Frank é recomendada na agenesia uterovaginal, embora o tratamento ideal permaneça controverso. Em casos de obstrução menstrual, a intervenção cirúrgica imediata é crucial para prevenir complicações, preservar a fertilidade e a qualidade de vida.

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