Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Avaliação da qualidade do pré-natal identificada no momento do parto
PDF

Palavras-chave

Cuidado pré-natal
Educação pré-natal
Parto

Como Citar

Avaliação da qualidade do pré-natal identificada no momento do parto. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25(10), e21954. https://doi.org/10.25248/reas.e21954.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Avaliar a qualidade do pré-natal em pacientes assistidas no momento do parto. Métodos: Foram avaliadas 169 pacientes atendidas no momento do parto. Utilizou-se o IKMT (índice de Kessner modificado por Takeda) e o IAAPN (índice de assistência e acesso pré-natal), classificando o pré-natal em adequado, intermediário e inadequado. Pelo IAAPN, o adequado foi classificado em superior, médio e baixo, de acordo com a pontuação obtida, sendo ³ 8 adequado superior, ³6 e < 8 adequado médio e < 6 e ³ 4 adequado baixo. Para inadequado, considerou-se a pontuação < 4 a ³2 pontos e desassistência quando a pontuação foi < 2. Para a avaliação estatística dos dados considerou-se p<0,05.  Resultados:  Estudou-se 169 pacientes com média de idade de 28,6 ± 6,53 anos. O IKMT identificou pré-natal adequado em 86,4% (n=146), inadequado em 5,3% (n=9) e intermediário em 8,3% (n=14).  Para o IAAPN, a média dos pontos foi de 5,40 ± 1,13, sendo classificado como adequado baixo. Conclusão: O IKMT e o IAAPN mostraram pré-natal adequado, entretanto, para os dados do IAAPN houve perda na avaliação clínica, exames e orientação, o que mostra que apenas o acesso não garante a qualidade do pré-natal.

PDF

Referências

AMARAL FE, et al. Qualidade do pré natal: uma comparação entre gestantes atendidas na Faculdade de Medicina de Barbacena e na Universidade Federal de Juiz de Fora. Clin Biomed Res., 2016; 36(3): 124–134.

BRASIL. Ministério da Saúde. Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN). Brasília: Ministério da Saúde, 2000. Disponível em < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2000/prt0569_01_06_2000_rep.html>. Acessado em 10 agosto de 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual Técnico: Pré-natal e puerpério: atenção qualificada e humanizada. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. Disponível on line https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_pre_natal_puerperio_3ed.pdf. Acessado em 10 de agosto de 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede Cegonha. Portaria nº 1.459, de 24 de junho de 2011. Disponível: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1459_24_06_2011.html. Acessado em: 07 de setembro de 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico. 5ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tecnico_gestacao_alto_risco.pdf. Acessado em: 10 de agosto de 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº 32: Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_crescimento_desenvolvimento.pdf. Acessado em: 10 de agosto de 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede Alyne: conheça a história da jovem negra que deu nome ao novo programa de cuidado integral à gestante e bebê. Disponível: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/setembro/rede-alyne-conheca-a-historia-da-jovem-negra-que-deu-nome-ao-novo-programa-de-cuidado-integral-a-gestante-e-bebe. Acessado: 1 de outubro de 2024.

BRASIL. Testes rápidos e exames durante a gestação promovem a saúde da mulher e protegem o bebê. Disponível: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/novembro/testes-rapidos-e-exames-durante-a-gestacao-promovem-a-saude-da-mulher-e-protegem-o-bebe. Acessado: 1 de setembro de 2025.

BETRAN AP, et al. Trends and projections of caesarean section rates: global and regional estimates. BMJ Global Health, 2021. Disponível: https://gh.bmj.com/content/bmjgh/6/6/e005671.full.pdf. Acessado: 8 de agosto de 2025.

COUTINHO T, et al. Adequação do processo de assistência pré-natal segundo índice de Kessner. Revista de Saúde Pública, 2003; 37(6): 714-721.

DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à Saúde da Mulher no Pré-Natal e Puerpério. Disponível: https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/0/Protocolo+Aten%C3%A7%C3%A3o+%C3%A0+Sa%C3%BAde+da+Mulher+no+Pr%C3%A9-Natal+e+Puerp%C3%A9rio+%281%29.pdf/05d9cf01-f078-8120-ec30-b28653d4f8f7?t=1740417873165. Acessado em: 01 de agosto de 2025.

DOURADO VSTC, et al. Assistência pré-natal adequada: estudo de inquéritos populacionais. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2023; 23(4): e12625.

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual de assistência pré-natal. São Paulo: FEBRASGO; 2014.

FIOCRUZ. Tecnologia inovadora no SUS vai detectar precocemente o câncer de colo do útero. 2025. Disponível: https://fiocruz.br/noticia/2025/08/tecnologia-inovadora-no-sus-vai-detectar-precocemente-o-cancer-do-colo-do-utero. Acessado: 1 de setembro de 2025.

GONÇALVES CV, et al. Exame clínico das mamas em consultas de pré-natal: análise da cobertura e de fatores associados em município do Rio Grande do Sul, Brasil. Cad. Saúde Pública, 2008; 24(8): 1783-90.

MARIO DN, et al. Quality of Prenatal Care in Brazil: National Health Research 2013. Cien Saude Colet. 2019; 24(3): 1223-32.

NADER ARL, et al. Qualidade do pré-natal em um município no sul do Brasil e sua associação com baixo peso ao nascer, prematuridade e baixo Apgar. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2025; 5(5): e20580.

KESSNER DM, et al. Infant death: an analysis by maternal risk and health care. Washington: Institute of Medicine, National Academy of Sciences, 1973.

PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION (PAHO). Saúde materna.

TAKEDA S. Avaliação de unidade de atenção primária: modificação dos indicadores de saúde e qualidade da atenção [dissertação]. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas; 1993.

TELÓ AF, YONEGURA, WHT. Avaliação da cobertura do exame citopatológico do colo do útero durante à assistência pré-natal. E-Acadêmica, 2023; 4(3): 1-7.

SOUZA RA, et al. Realização do Papanicolau durante o pré-natal: perfil das gestantes atendidas em uma unidade docente assistencial. Revista Saúde Coletiva, 2025; 011385.

VARGAS S, et al. Cesarean Section Rate Analysis in na Tertiary Hospital in Portugal According to Robson Ten Group Classification System. Rev Bras Ginecol Obstet, 2020; 42(6): 310–315.

ZIMMERMMANN JB, et al. Condutas em Obstetrícia para gestantes de baixo risco: Protocolo do Serviço de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFJF. 1 ed. Bragança Paulista: Margem da Palavra. 2018; 350p.

ZIMMERMMANN JB, et al. Gestação de alto risco: do pré-natal ao puerperio. 1ed. Curitiba: Editora CRV. 2021; 880p.