Resumo
Objetivo: Analisar e classificar os níveis de ansiedade de pacientes em tratamento odontológico em uma clínica odontológica universitária na região Sudeste do Brasil, correlacionando-os com fatores sociocomportamentais. Métodos: Estudo transversal com 94 pacientes adultos. Foi aplicado o Índice de Corah (1968) para avaliar ansiedade em adjunto ao questionário complementar para reunir dados demográficos, histórico odontológico e hábitos. A análise estatística incluiu testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado e Exato de Fischer (p<0,05). Resultados: A média de ansiedade foi de 7,02 pontos, classificada como leve. O gênero feminino apresentou média significativamente maior (8,15) que o masculino (5,89) (p<0,001). Experiências prévias traumáticas e o hábito de desmarcar consultas por medo mostraram-se significativamente associados a níveis mais altos de ansiedade (p=0,006). Conclusão: A ansiedade odontológica na amostra é predominantemente leve, com maior prevalência em mulheres. A identificação de fatores determinantes, como experiências traumáticas, é crucial para o desenvolvimento de estratégias de manejo de ansiedade personalizadas, visando à humanização do atendimento.
Referências
ARMFIELD JM, et al. The vicious cycle of dental fear: exploring the interplay between oral health, service utilization and dental fear. BMC Oral Health, 2007; 7: 1-15.
BERGGREN U. Psychosocial effects associated with dental fear in adult dental patients with avoidance behaviours. Psychology & Health, 1993; 8(2-3): 185-196.
BERGGREN U, MEYNERT G. Dental fear and avoidance: causes, symptoms, and consequences. Journal of the American Dental Association, 1984; 109(2): 247-251.
CAI H, et al. Efficacy of aromatherapy on dental anxiety: a systematic review of randomised and quasi-randomised controlled trials. Oral Diseases, 2021; 27(4): 829-847.
CARVALHO R, et al. Ansiedade frente ao tratamento odontológico: prevalência e fatores predictores em brasileiros. Ciência & Saúde Coletiva, 2011; 16(4): 1915-1922.
CHOY Y, et al. Treatment of specific phobia in adults. Clinical Psychology Review, 2007; 27(3): 266-286.
CORAH NL. Development of a dental anxiety scale. Journal of Dental Research, 1968; 48(4): 596.
DADALTI MTS, et al. Anxiety about dental treatment - a gender issue. Acta Odontológica Latinoamericana, 2021; 34(2): 195-200.
DANTAS MVM, et al. Assessment of patient’s anxiety and expectation associated with hemodynamic changes during surgical procedure under local anesthesia. Revista de Odontologia da UNESP, 2017; 46(5): 299-306.
GORDON D, et al. A critical review of approaches to the treatment of dental anxiety in adults. Journal of Anxiety Disorders, 2013; 27(4): 365-378.
HOFFMANN B, et al. Management strategies for adult patients with dental anxiety in the dental clinic: a systematic review. Australian Dental Journal, 2022; 67(1): 3-13.
LAKSHMINARAYANAN A, et al. Awareness and attitude of dental practitioners on impact of music therapy on patients anxiety level during various types of dental treatments. Journal of Pharmacy and Bioallied Sciences, 2021; 13(5): 450-454.
LOCKER D, et al. Overlap between dental anxiety and blood-injury fears: psychological characteristics and response to dental treatment. Behaviour Research and Therapy, 1997; 35(7): 583-590.
MACLEAVY C. Communicating with phobic patients - a dental nurse’s role. Dental Nursing, 2020; 16(3): 136-139.
MALAMED S. Pain and anxiety control in dentistry. Oral Health, 1996; 86(2): 11-16.
MURAD MH, et, al. Evaluating factors associated with fear and anxiety to dental treatment: a systematic review. Journal of Family Medicine and Primary Care, 2020; 9(9): 4530-4535.
PITUŁAJ A, et al. Psychometric validation of Corah’s Dental Anxiety Scale in the Polish population. Advances in Clinical and Experimental Medicine, 2020; 29(1): 45-49.
QUEIROZ M, et al. Pain, anxiety and quality of life related to the oral health of patients treated in a dental emergency clinic. Ciência & Saúde Coletiva, 2019; 24(4): 1277-1286.
SANTOS DP. Controle da ansiedade odontológica: estudo comparativo entre a sedação oral com midazolam e a sedação consciente com a mistura de óxido nitroso e oxigênio. Tese de Doutorado (Doutorado em Odontologia) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012; 128p.
SOARES FM, et al. Gender differences in dental anxiety: is this a myth or a reality? Brazilian Oral Research, 2022; 36: e024.
