Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Saúde mental e o perfil de morbimortalidade do homem no Brasil: uma pesquisa documental entre 2009 e 2024
PDF

Palavras-chave

Saúde do homem
Saúde mental
Morbidade e mortalidade

Como Citar

Saúde mental e o perfil de morbimortalidade do homem no Brasil: uma pesquisa documental entre 2009 e 2024. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25(12), e22275. https://doi.org/10.25248/reas.e22275.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Analisar indicadores de saúde mental e o perfil de morbimortalidade masculina entre indivíduos de 20 a 59 anos no Brasil entre 2009 e 2024. Métodos: Estudo é retrospectivo, analítico, observacional e transversal, com abordagem quantitativa, utilizando dados coletados na plataforma online e pública do DATASUS. Resultados: Quanto ao indicador saúde mental:violência autoinfligida, abuso de substâncias e transtornos mentais foram identificados como as principais causas de morbimortalidade masculina. Quanto ao perfil de morbimortalidade: causas externas, como lesões e violência, foram responsáveis ​​pelas maiores taxas de hospitalização masculina, principalmente entre os homens mais jovens (20 a 39 anos), enquanto doenças crônicas circulatórias e digestivas predominaram entre os homens mais velhos (50 a 59 anos). Conclusão: Essas tendências permaneceram estáveis ​​ao longo do período analisado, revelando desafios persistentes para a saúde pública. Promover a saúde mental, prevenir a violência e reduzir doenças crônicas requer estratégias intersetoriais, atenção às desigualdades sociais e incentivo à mudança comportamental.A psicologia inserida na atenção primária à saúde desempenha um papel central na promoção do autocuidado, do envelhecimento saudável e na ampliação do acesso aos serviços de saúde.

PDF

Referências

AMADOR A, et al. The lost youth in Brazil: potential years of life lost due to violent deaths according to immediate urban articulation regions. Cadernos de Saúde Coletiva, 2025;33(2):1-11.

AXFORD N, et al. Engaging youth at risk of violence in services: messages from research. Children and Youth Services Review, 2023;144(1):1-14.

Brasil. Ministry of Health, Secretariat of Health Care, Department of Strategic Programmatic Actions. National Policy for Comprehensive Attention to Men's Health (Principles and Guidelines). Brasília; 2008.

Brasil. Primary Care Notebooks: Screening. Ministry of Health. Secretariat of Health Care. Department of Primary Care. Brasília; 2013.

Brasil. Profile of male morbidity and mortality in Brazil. Ministry of Health. Brasília, DF; 2009.

BRITO M, et al. Prevention of chronic diseases in the context of primary health care. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2024;6(9):3888–3910.

CZERESNIA D, FREITAS CM. Health promotion: concepts, reflections, trends, 2003. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz.

DAHLBERG L, KRUG E. Violence: a global public health problem. Ciência & Saúde Coletiva, 2007;11(Sup):1163-1178.

DATASUS. Access to information – DATASUS. Accessed May 14, 2025.

DESANTIS AJ, et al. Emotional dysregulation, anger, and masculinity in men who have experienced lifetime sexual violence. Journal of Interpersonal Violence, 2024;11(29):1-15.

EGGENBERGER L, et al. Men’s suicidal thoughts and behaviors and conformity to masculine norms: a person-centered, latent profile approach. Heliyon, 2024;10(20):e39094.

EPSEN D, et al. Patterns of sexual risk behaviors and sexuality-related risk factors among young adults in Germany: implications for prevention and therapy. Archives of Sexual Behavior, 2024;53(7):2671–2688.

GALVEZ-SÁNCHEZ C, et al. Exploring the role of masculinity in male suicide: a systematic review. Psychiatry International, 2025;6(1):35-55.

GARFIELD CF, et al. A review of men’s health and masculinity. American Journal of Lifestyle Medicine, 2008;2(6):474–487.

GARFIELD CF, et al. A Review of Men’s Health and Masculinity. American Journal of Lifestyle Medicine, 2008;2(6):474–87.

GORAYEB R, et al. Psychology in primary care: actions and reflections in a professional improvement program. Psicologia: Ciência e Profissão, 2012;32(3):674-685.

GOULART FA. Chronic noncommunicable diseases: control strategies and challenges for health systems, 2011. Pan American Health Organization – PAHO; World Health Organization.

HAJI M, IBRAHIM MI. The Determinants of Men’s Health Behaviors: A Cross-Sectional Study Among Public Safety Personnel in Kelantan, Malaysia. Healthcare, 2025;13(3):291-302.

JEANNE A. The impact of social determinants on health outcomes. Research Invention Journal of Public Health and Pharmacy, 2024;3(2):10-13.

JUSTIN J, et al. Current and future trends in men’s health clinics. Translational Andrology and Urology, 2020;9(2):22-48.

LEVANT RF, WIMER DJ. Masculinity constructs as protective buffers and risk factors for men’s health. American Journal of Men’s Health, 2013;8(2):110–120.

LOK R, LAW Y. Men's mental health service engagement amidst the masculinity crisis: towards a reconstruction of traditional masculinity. SSM – Qualitative Research in Health, 2025;8(1):1-15.

MAGRIN JC, OLIVEIRA WA. Men’s Perceptions of Domestic Violence Against Women: A Qualitative Study. Paidéia, 2023;31(33):1–14. e3302.

MARTINS T, et al. Transition of morbidity and mortality in Brazil: a challenge for 30 years of SUS. Ciência & Saúde Coletiva, 2021;26(10):4483–4496.

MOKHWELEPA LW, SUMBANE GO. Men’s Mental Health Matters: The Impact of Traditional Masculinity Norms on Men’s Willingness to Seek Mental Health Support; a Systematic Review of Literature. American Journal of Men’s Health, 2025;19(3):150-68.

MONTEIRO LZ, et al. Carneiro MDLA, Oliveira DMSD, Toledo JOD. High prevalence of risk factors for non-communicable diseases in university students of a nursing course. Cadernos Saúde Coletiva, 2023;31(10):1-11.

NAGOSHI L, et al. Experienced versus perpetrated intimate partner violence and psychological maladjustment: the role of adaptive and avoidant coping. International Journal of Environmental Research and Public Health, 2025;22(1):36–49.

O’DONNELL S, et al. Masculinity and violence interconnectedness: defining and reconciling the gender paradox among men with cumulative lifetime violence histories. SAGE Open, 2024;14(3):41-56.

SANTOS D, et al. The importance of preventing and combating school violence for building a culture of peace. Revista de Gestão e Secretariado, 2024;15(11):1-23.

SEIDLER E, et al. Men’s mental health services: the case for a masculinities model. The Journal of Men's Studies, 2018;26(1):92–104.

SHEPHERD G, et al. The challenges preventing men from seeking counselling or psychotherapy. Mental Health & Prevention, 2023;31(2):1-14.

SILVA R, MELO M. Masculinities and mental suffering: from singular care to confronting machismo? Ciência & Saúde Coletiva, 2021;26(10):4613-4622.

SOARES M, et al. Exploring men’s health in medium and high complexity care in Brazil: A deductive thematic analysis of social determinants. Belitung Nursing Journal, 2024;28(2).

VERAS R. Chronic diseases and longevity: future challenges. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2023;1(26):1-11.

VINEIS P, al. Strategy for primary prevention of non-communicable diseases (NCD) and mitigation of climate change in Italy. Journal of Epidemiology and Community Health, 2021;75(9):917-924.

WALGER C, GULIN L. Men’s mental health: a study on seeking professional help. Pluralidades em Saúde Mental, 2022;11(2):1-16.

WHITE A. Defining “Men’s Health.” International Journal of Men's Social and Community Health, 2023;6(1):1-9.